fotografia:Porto vai receber exposição sobre Banksy este mês

A Alfândega do Porto acolhe a 19 do corrente uma exposição organizada pelo fotógrafo britânico Barry Cawston centrada no projecto Dismaland, uma sátira à Disneylândia, do artista britânico Banksy, cuja verdadeira identidade permanece desconhecida

“Banksy, Dismaland and Others” é, de acordo com a organização, “uma exposição poderosa” que leva o público “numa viagem pelo trabalho fenomenal de um artista que há mais de 25 anos usa a sua arte para questionar os valores da sociedade e que chega agora, e pela primeira vez, a Portugal”. A exposição não oficial é organizada por Barry Cawston, conhecido por divulgar as obras de Banksy através de fotografias. Estará patente na Alfândega do Porto de 19 de Janeiro a 31 de Março, e seguirá depois para Lisboa, em data e local a anunciar.

Segundo informação disponível no site da exposição, esta “conta com 44 fotografias de grande dimensão, integra imagens do projecto Dismaland (2015)”, mas também “outras obras identifi -cativas do artista como o “Walled Off Hotel” (2017) ou “Flower Thrower” (2005)”. Além das fotografias de Barry Cawston, “Banksy, Dismaland andOthers” irá “integrar uma série de trabalhos de jovens artistas portugueses, servindo também como rampa de lançamento de novos nomes do universo da arte urbana”. A mostra irá incluir ainda “uma instalação audiovisual, onde serão projectados documentários sobre Banksy e o seu trabalho – ‘Banksy does New York’ (2014) e ‘Saving Banksy’ (2017) – destacando obras, salientando polémicas e abordando a sua genialidade”. Banksy criou em 2015, em Weston- super-Mare, numa cidade na zona costeira do oeste de Inglaterra, o parque de diversões Dismaland, uma sátira à Disneylândia, que contou com a participação de mais de 40 artistas, entre os quais a portuguesa Wasted Rita.

O Dismaland Bemusement Park era apresentado, no site oficial da iniciativa, como “um festival de arte, diversões e anarquia para principiantes”, que funcionou apenas durante cinco semanas e teve um número de entradas limitado. Este parque de diversões incluía um castelo, um cinema, minigolfe, uma tenda de circo e a Guerrila Island (Ilha da Guerrilha), uma celebração da arte de guerrilha, onde decorreram ‘workshops’ em “como ‘hackar’ painéis de publicidade”. Na Dismaland havia também três galerias de arte e todas as Sextasfeiras havia concerto com bandas e artistas como DJ Yoda, Run Th e Jewels, Savages, Pussy Riot e Massive Attack. Os trabalhos satíricos do artista – ratos, polícias a beijaremse, polícias de choque com caras de “smiles” amarelos – apareceram inicialmente em paredes de Bristol, antes de se espalharem por Londres, Paris e depois pelo resto do mundo. As obras de arte de Bansky refl ectem temas como a guerra, a pobreza infantil e o meio ambiente. A identidade do artista permanece um mistério, mas os seus trabalhos têm alcançado valores elevados em leilões.

O Pais

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