Perto de 800 reclusos formados nas prisões de Kakila e cavaco

no ano lectivo 2018, os estabelecimentos prisionais de Kakila e cavaco, formaram perto de 800 reclusos nos mais variados ofícios, dentro do programa de reabilitação social dos serviços Penitenciários.

Mais de 600 reclusos participaram no processo de escolarização no ano lectivo 2018 no Estabelecimento Penitenciário de Cavaco, em Benguela, cujo aproveitamento é considerado positivo, de acordo com uma nota informativa publicada na página do Facebook do Ministério do Interior. Para este ano, o processo de escolarização terá o seu curso normal.

No mesmo ano lectivo, foram formados 115 reclusos, sendo 11 em alfabetização, 15 em electricidade, 18 em serralharia, 19 em canalização, 02 em agronomia e 50 reclusos terminaram com êxito a formação em língua inglesa, no Estabelecimento Prisional de Kakila, Bengo.

O Estabelecimento Prisional de Kakila tem desencadeado formações desde a alfabetização, Ensino de Adulto (1º, 2º e 3º módulo que compreendem da 1ª a 6ª classes), artes e ofícios, bem como o ensino da língua inglesa.

As formações visam reintegrar o recluso na sociedade, com o intuito de este poder desenvolver alguma actividade que garanta o seu sustento após a privação de liberdade, evitando, deste modo, a recorrência ao crime e, a posteriori, reincidência.

O Estabelecimento Prisional do Cavaco, em Benguela, possui um sector fabril onde os reclusos estão enquadrados e aprendem diversos ofícios, tais como artes gráficas, alfaiataria, sapataria, mecânica-auto, oficina de meios eletrónicos, carpintaria, marcenaria e serralharia.

Em relação ao capítulo da formação, a unidade conta, desde 2013, com um centro de formação básica, para o efectivo. De referir que no centro de formação básica do Cavaco também são formados efectivos do Serviço Penitenciário das Forças Armadas das regiões militares do Centro e Sul do país.

O estabelicmento ainda possui o sector produtivo, que conta com 24 hectares, com a produção de banana de mesa, beringela, mandioca e hortaliças, que servem para alimentar os reclusos e outras unidades do Ministério do Interior. Outra potencialidade do referido centro de reclusão é o sector logístico, que confere aos reclusos a capacidade de serem assistidos com as três refeições por dia.

De salientar que o Estabelecimento Penitenciário do Cavaco tem uma padaria onde todos os dias são confeccionados centenas de pães, para alimentar os reclusos do Cavaco, da cadeia feminina, da cadeia do Lobito e para algumas unidades policiais.

No que concerne às visitas, ou seja, o contacto entre familiares e reclusos, estas são realizadas todos os dias, no intuito de se manterem os laços familiares e permitir que o processo de reabilitação e de reintegração de reclusos se faça com eficiência e eficácia, como recomendam os cânones penitenciários.

O Serviço Penitenciário tem vindo a desenvolver, ao nível dos seus estabelecimentos penitenciários, uma série de acções que visam cumprir com uma das suas missões, a de aplicar as políticas de reabilitação e reintegração social dos cidadãos condenados pelos tribunais em medidas privativas de liberdade.

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