shutdown bate recorde e é o mais longo da história dos EUA

Iniciado em 22 de Dezembro, o “shutdown” já deixou cerca de 800 mil funcionários em situação de licença não remunerada e superou o recorde anterior de 21 dias, registado entre 1995 e 1996 durante o mandato do democrata Bill Clinton. Por enquanto, nem Trump, que exige do Legislativo 5,7 biliões de dólares para o seu muro na fronteira com o México, nem a oposição democrata no Congresso, que se nega a libertar esses recursos para uma obra que considera “imoral”, cara e ineficaz para combater a imigração ilegal, dão o seu braço a torcer. Trump recuou nas suas ameaças de acabar com o ponto morto nas negociações, declarando uma emergência nacional e tentando procurar recursos à revelia do Congresso.

A medida quase certamente colocaria o país numa tempestade política, com uma previsível batalha nos tribunais por extrapolar os poderes presidenciais. “A solução fácil, para mim, é declarar uma emergência nacional… (mas) não vou fazer tão rápido porque cabe ao Congresso fazer isso”, disse Trump à imprensa. Já o Congresso adiou, no mínimo até Segunda-feira, uma sessão prevista para ontem para tratar do tema.

Na Sexta-feira, a Câmara dos Representantes aprovou uma lei, que já havia passado pelo Senado, para garantir que os funcionários recebam o seu salário com carácter retroactivo, depois do fim do “shutdown”. Agora, cabe ao presidente Trump sancionar o texto. Esse tipo de medida é normal quando o país sofre uma paralização parcial, mas não beneficia os milhões de trabalhadores terceirizados também afectados.

‘Tomados como reféns’ O “shutdown” altera o funcionamento de vários departamentos essenciais, como o de Segurança Interna (DHS), o da Justiça e o dos Transportes. “Mais de 200 mil funcionários do DHS – encarregados de proteger o nosso espaço aéreo, as nossas vias fluviais e as nossas fronteiras – não vão receber o seu salário enquanto trabalham”, denunciou o presidente democrata da Comissão para a Segurança Nacional da Câmara de Representantes, Bennie Thompson. Os principais sindicatos do transporte aéreo, incluindo os de pilotos, tripulação e controladores aéreos, denunciaram na Quintafeira que a situação está a piorar e advertiram sobre o risco para a segurança nacional. De Sábado até Segunda-feira, um terminal do aeroporto de Miami ficará fechado de forma intermitente por falta de pessoal. Cerca de 2.000 funcionários protestaram na Quinta-feira, em Washington, para manifestar a sua preocupação com a deterioração das condições de vida. “Temos contas a pagar. Temos que pagar as nossas hipotecas”, de
gor no país em que ela opera (…) e pede que todos os seus funcionários respeitem as leis e as regulamentações do país”, acrescentou o grupo chinês no seu comunicado, alegando que Wang Weijing foi detida por “motivos pessoais”.“Um polaco e um chinês foram presos por acusações de espionagem”, disse o viceministro polonês encarregado de coordenar os serviços de Inteligência, Maciej Wasik. Ambos foram detidos na última Terça-feira por suspeita de terem agido “em nome dos serviços chineses em detrimento da Polónia”, disse o porta-voz do Ministério, Stanislaw Zaryn. O poaco envolvido era um conselheiro da subsidiária polaca do grupo de telecomunicações francês Orange.
sabafou Anthony, da Guarda Costeira. “Sempre tive o salário mais alto em casa, e os tempos estão difíceis agora que o dinheiro não chega. Felizmente, temos algumas economias para viver, mas não vão durar muito”, acrescentou. “Fomos tomados como reféns” pelo presidente, criticou. Em todo o país, estão a ser organizadas iniciativas privadas e públicas, como refeições gratuitas, ou férias do trabalho para esses funcionários tecnicamente desempregados. Diante da falta de acordo no Congresso, Trump levantou a bandeira da “emergência nacional”, um procedimento que parecia que ativaria na Sexta-feira. “Temos o direito absoluto de declarar uma emergência nacional, é um problema de segurança”, alegou, em visita a McAllen, na fronteira com o México. Após reunião com Trump na Sexta-feira, o senador republicano pela Carolina do Sul e grande apoiante da agenda trumpista, Lindsey Graham, insistiu: “presidente, invoque já uma emergência nacional. Construa já o muro”