Mais de mil alunos formados pelo Instituto Médio Agrário da Cela

Desde a sua fundaçao em 2008, o Instituto Médio Agrário da Cela, província do Cuanza-Sul, já formou mil e dois alunos. São jovens oriundos de várias províncias do país em busca de uma formação técnica

  • Texto de: Maria Teixeira enviada ao Waku-Kungo
  • fotos de:  Lito Cahongolo

A instituição, que começou com cursos básicos na área de Agricultura (Corredores de Mecanização) em 2010 evoluiu para os cursos médios, de Produção Animal e Vegetal e Gestão Agrária, e em 2015 o curso de Indústria Agroalimentar, já formou 1.002 alunos, segundo o director pedagógico, Elias Manuel, em entrevista ao jornal OPAÍS.

Portanto, dos mil e dois técnicos médios formados nos quatro cursos que a instituição tem, 50% preferem dar continuidade aos estudos e outros 50% escolhem exercer aquilo que aprenderam durante o tempo de formação.

Neste particular, o instituto facilita a integração dos alunos que queiram trabalhar na área de formação, dada a parceria com muitas empresas do sector. Para além disso, muitos dos alunos que tiveram bom aproveitamento foram encaminhados para outros países, como Cuba, Portugal, Brasil, para darem continuidade aos estudos.

Elias Manuel, explicou que o Waku-Kungo é uma região agropecuária e por isso as condições de formação são satisfatórias, e por isso no ano passado tiveram 30% de alunos que saíram de Luanda, 40% de alunos residentes no Waku-Kungo e outros provenientes de Benguela, Huambo, Cuanza-Norte, Namibe, entre outros.

No ano lectivo 2018, foram matriculados 940 alunos, dos quais, 205 vivem na condição de internato, uma situação que não tem sido fácil, mas que tudo fazem para funcionar. “Não tem sido fácil lidar com os alunos, por serem adolescentes e por terem comportamentos e educação diferentes, mas temos uma área social que cuida deles e um regulamento interno que define as regras de funcionamento da instituição e nos tem ajudado”, disse.

Um instituto que sobrevive com orçamento do Estado

Apesar de o director pedagógico do Instituto não ter dito quanto o Estado aloca para manter a instituição, o mesmo afirmou que têm um campo de produção que ajuda bastante, embora não produzam muito por falta de alguns factores de produção. Com isso, os alunos internos têm, todos os dias, o pequeno-almoço, o almoço e o jantar.

E também recebem o apoio de muitas fazendas como a Aldeia Nova e a Sociedade de Estudo e Desenvolvimento Industrial, Agrícola e Comercial (SEDIAC), entre outros, onde os alunos fazem trabalhos práticos.

Para além disso, os encarregados de educação fazem uma comparticipação trimestral, por meio da Comissão de Pais, de 30 mil Kwanzas, que tem ajudado a acudir as situações internas, como de higiene e alimentação. São os alunos quem trata da higiene dos quartos, refeitório e outros compartimentos da escola, divididos em grupos de trabalho com escala semanal. Muita procura pelos cursos Segundo o director pedagógico, todos os cursos são muito procurados, porque a região em si garante empregabilidade.

O facto de estar localizado numa zona agrícola torna o instituto privilegiado, pois além das aulas teóricas, os estudantes têm contacto permanente com o campo.

“A nossa região é potencialmente agro-pecuária com fábricas de transformação no caso da Aldeia Nova que produz sumos e massa-tomate e o chouriço caseiro. Fora esta, temos outras fazendas agro-pecuárias que facilitam no processo de estágio dos alunos”, disse.

O regulamento do internato da escola não permite que o aluno interno reprove e se assim acontecer, perde automaticamente o lugar, para dar prioridade aos novos.

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