Concerto: Filipe Mukenga protagoniza concerto de “Jazz Acústico” no auditório do Camões

Voz e violão são os condimentos deste concerto acústico, que está a ser realizado sob a chancela da produtora “Mais Música”, do músico Vladimir Gonga

O Camões – Centro Cultural Português acolhe no próximo dia 25 de Janeiro (Dia da cidade de Luanda), o concerto especial de Filipe Mukenga, Voz & Violão, que levará ao mesmo palco outros artistas do mercado nacional. Neste primeiro concerto à testa de Filipe Mukenga, também conhecido por “Mestre Kianda”, o artista será acompanhado pelos violões de Mário Gomes e Larson Divino, dois violonistas da música angolana, que irão proporcionar momentos de jazz acústico, em torno dos acordes dissonantes característicos do artista, que interpretará temas do seu rico e vasto reportório.

Filipe Mukenga considera que faz “nova música de Angola, mas que a sua música está aberta ao mundo, com teor internacional acentuado e, por isso, também está aberto a influências externas díspares que podem, indubitavelmente, contribuir para uma melhor qualidade da música angolana”. Reconhece influências musicais “do jazz, através do discurso meódico e utilização de dissonâncias e também da música francesa, particularmente de músicos como Charles Aznavour”. Filipe Zau tem sido um dos seus “companheiros musicais”, na composição dos textos dos seus temas, desde 1978, ano em que o conheceu.

Trajectória

Filipe Mukenga, de seu nome próprio, Francisco Filipe da Conceição Gumbe, nasceu em 1949 na cidade de Cabinda. Um nome maior do panorama musical angolano, considerado o “Rei do jazz” em Angola, que compõe há mais de 50 anos. Percursor da nova música angolana influenciou e marcou gerações e permanece como fonte de inspiração musical para os mais novos. Cantor e compositor, que se iniciou na música, influenciado pelos Beatles, na década de 60 do século passado, Filipe Mukenga rebusca as dissonâncias do jazz, os chamados acordes invertidos, pouco comuns na música africana. Além da herança cultural angolana, cruzam-se na sua música várias influências, designadamente jazz, blues, soul music e bossa nova.

Trabalhos

Com um notável percurso internacional, particularmente em Portugal, onde residiu mais de uma década, Filipe Mukenga passou também por França, Bélgica, Holanda, Macau, Vietnam e Brasil. Gravou o seu primeiro trabalho discográfico, “Novo Som”, em 1990, na Editora EMI-Valentim de Carvalho em Portugal. Colaborou no disco de Rui Veloso, “Mingos & os Samurais”. Em 1991, actuou com o Grupo musical “Os Tubarões”, no Coliseu dos Recreios. Ao longo de toda a década 90 do século passado, gravou o seu segundo CD, “Kianda Kianda”, em Paris, e participou em variadíssimos trabalhos discográficos com nomes de referência, como Carlos Burity, Katila Mingas, Paulo Flores, Eduardo Paim, Fernando Tordo e Filipe Zau, entre muitos outros. Em 2003, lançou no Brasil e em Portugal o seu CD “Mimbu Iami”. Em 2007, gravou e lançou em Portugal o seu disco “Sons da Fala”. Em 2008, lançou o CD “Angola solta a tua Voz”. O seu disco ”Nós somos Nós” foi gravado no Brasil e contou com direcção de Zeca Baleiro, Ivans Lins e Martinho da Vila.

O Pais

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