Caso do sumiço de bebé no hospital de Benguela entregue ao SI C

O caso sobre o suposto sumiço de um recém-nascido no hospital Geral de Benguela, ocorrido Sexta-feira, 11, foi entregue Segunda- feira, 14, ao Serviço de Investigação Criminal de Benguela, soube o jornal O PAÍS de fontes familiares

POR: Constantino Eduardo, em Benguela

Os familiares da vítima compareceram ao SIC para prestar declarações que sustentam a abertura de um inquérito para se apurar a verdade dos factos, segundo uma fonte de OPAÍS. A nossa fonte adianta que o caso foi movido pela família, por desconfiar que o cadáver do bebé que lhe está a ser entregue pelo hospital Geral de Benguela não ser o do seu ente-querido. Na Segunda-feira, 14, às 7h30 da manhã, o pai da criança que supostamente foi trocada naquela unidade sanitária, revelou a este jornal que tinha sido informado pela Direcção Administrativa do Hospital de que esta se responsabilizaria pela realização do funeral da criança às 10h30 do mesmo dia.

Conhecedor das normas, Adilson Chico questionava-se como é que a unidade sanitária prontificava-se a realizar o fu«neral quando tal só ocorre se o cadáver não tiver família ou por ter ficado tempo demais na morgue: “se o bebé tem família, por que é que vão realizar?”, o que elevou ainda mais o seu nível de desconfiança em relação ao caso. “Mas o que é sabido é que o funeral administrativo só acontece quando o cadáver em questão não é representado por familiar nenhum”, sustentou. “As dúvidas ainda não estão dissipadas”, disse Adilson Chico. Entretanto, uma hora depois, a reportagem d´O PAÍS recebe uma mensagem de Adilson com o seguinte teor:

“Só para informar que o hospital já não vai enterrar às 10h30 minutos, porque o director Administrativo diz que vai precisar da autorização do SIC, por se tratar de um funeral administrativo. Diferente deste caso”, considerou As palavras de Adilson surgem dias depois de o porta-voz do hospital Geral de Benguela, médico Aldemiro Cussivila, ter afirmado à imprensa que o funeral dependia apenas da família. Questionado sobre a data da realização do enterro do nado morto, Cussivila disse que não competia ao hospital determinar a data, mas sim à família.

Chamado a se pronunciar sobre o caso, um jurista, que não se quis identificar por estar “umbilicalmente” ligado a um dos sectores no Governo Provincial, refere que o hospital Geral de Benguela se terá precipitado a avançar à família a hipótese de realização de funeral administrativo, uma vez que, segundo a lei, as circunstâncias para que efectivamente isto ocorra não estão completamente preenchidas: “Quando o cadáver não tem família ou estiver 45 dias na morgue, aí sim. Ora não é o caso.

Portanto, como o SIC foi chamado a intervir, caberá a este órgão investigar a fim de se apurar a verdade dos factos e dissipar as dúvidas que ainda pairam”, argumentou o profissional do direito. Recorde-se que o cidadão senhor Adelino Chico, funcionário público, acusou na passada Sexta-feira, 11, técnicos da maternidade do hospital Geral de Benguela de, supostamente, terem trocado o seu filho, nascido na sequência de uma intervenção cirúrgica a que a sua esposa foi submetida. Em defesa, o hospital Geral de Benguela falava em “debilidade na comunicação” entre as áreas.

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