Carta do leitor: Pode-se fazer dinheiro com o lixo, senhores…

Director do jornal O PAÍS, bom dia e espero que esteja bem nesta Quinta-feira. Hoje escrevo sobre um assunto que muito polémico na província de Luanda: o lixo. Sempre que se muda de governador na capital que pertence a todos os angolanos, o lixo volta à berlinda de todos.

POR: Bito Manuel, Viana, Luanda

Agora, com a saída de Adriano Mendes de Carvalho, e a entrada de Sérgio Luther Rescova, o assunto é o mesmo. No ano passado, o Governo Provincial de Luanda tinha uma dívida que já rondava os 60 milhões de kwanzas, logo as empresas já apresentavam algumas reticências na recolha e limpeza da cidade de Luanda e arredores. Como é em qualquer parte do mundo, o lixo é um negócio, mas é preciso educar os cidadãos a separarem o mesmo. O que se vê em Luanda e um pouco por todo o país é a forma como os cidadãos deitam o lixo. Tudo misturado e os níveis de poluição são maiores. Esta responsabilidade não é só do Governo Provincial de Luanda. É extensiva. Os outros sectores devem colaborar. Quando há festas ou convívios nos bairros, as senhoras recolhem as garrafas de plástico e outras. Depois disso, recolhem e dão um destino misterioso, mas é ponto assente que entra sempre algum. Esse serviço, no meu ponto de vista, devia ser dos serviços municipais, porque ajudaria a contribuir para as receitas. É algo para o Governo de Luanda pensar. Pode-se fazer dinheiro com o lixo. Tenho dito.

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