“Jojó deixa pobre o andebol angolano”

A antiga jogadora da Selecção Nacional sénior feminina de andebol, Maria Odeth Tavares, disse ontem a O PAÍS que a morte do ex-treinador, Jerónimo Neto “Jojó”, vítima de doença, deixa pobre o andebol angolano.

Maria Odeth Tavares reconheceu que mesmo doente Jojó dava o seu contributo para o desenvolvimento da modalidade dentro e fora do continente africano. Com os olhos envolto em lágrimas, Maria Odeth Tavares lembrou que o técnico levou a Selecção Nacional ao Mundial da França em 2007 com muito profissionalismo. “Foi nesse ano que obtivemos a melhor classificação. Ficamos em sétimo lugar”, falou com melancolia antiga internacional. A presidente da Associação Angolana Mulher e o Desporto (AMUD) frisou que só restam os conselhos de um homem que nunca gostou de perder “nem a feijões”.

Neste momento de dor e luto, a responsável endereça à família enlutada sentimentos de pesar e muita coragem. Jerónimo Neto “Jojó”, 50 anos, sofreu um acidente vascular cerebral em Dezembro de 2008, após a conquista do Campeonato Africano decorrido em Luanda. Na corrida pedestre São Silvestre 2018, prova que sai às ruas de Luanda, no último dia do ano, Jerónimo Neto correu como atleta amador para recreação.

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