Álvaro sobrinho abdica da liderança do Banco Valor

Álvaro Sobrinho colocou à disposição, na última Quarta-feira, 16, o cargo de presidente do Conselho de Administração do Banco Valor. O banqueiro não recebeu do Banco Nacional de Angola (BNA) o registo da sua idoneidade (BNA)

O antigo líder do BESA e accionista maioritário do Banco Valor ainda não recebeu o registo de idoneidade e acusa os responsáveis do Banco Nacional de Angola de não terem interesse em concluir o processo. Álvaro Sobrinho justifica-se numa declaração pública, alegando como principal motivo para a sua retirada o facto de o Banco Nacional de Angola (BNA) ter prorrogado em Dezembro, por mais 30 dias, as diligências para aferir sobre a sua idoneidade. Sobrinho considera infundadas as argumentações do BNA, justificando que “tal comunicação, para além de não ter qualquer fundamento, é manifestamente ilegal; em primeiro lugar, a aferição do requisito de idoneidade já havia sido efectuada, nos termos do artigo 31, em segundo lugar, a lei não admite a suspensão do deprazo de deferimento tácito ”.

“A verdadeira razão por detrás desta omissão está nas contínuadas e sistematicamente impunes violações da Lei da República pelo BNA e pelos seus dirigentes, cuja idoneidade e capacidade para o exercício dos cargos que ocupam não são fiscalizadas por ninguém, e que se entretêm com expedientes e pequenos jogos de interesse e poder, prejudicando cidadãos e empresas”, afirma Álvaro Sobrinho, lembrando que quando chegou ao Banco Valor o encontrou “em situação de falência técnica”, sendo “que era então presidente do mesmo o Dr Rui Miguêns, actual vice-governador do BNA”. Álvaro Sobrinho diz ainda que a sua renúncia é uma forma de proteger o banco e promete pronunciar-se novamente em Março, mês em que se realizará a assembleia-geral do Banco Valor.

“Não permitirei que a minha cooptação, que apenas aceitei por estar convencido e ter confirmado previamente com o BNA, que permitiria recompor o Conselho de Administração do banco com número ímpar de membros de forma rápida, possa ser usada como arma de arremesso ou perturbação da normal actividade do Banco”, sublinha. O banqueiro reforçou a sua participação e a posição de maioritário no Banco Valor, passando a deter 56,583% do capital, em vez dos anteriores 35,46%. “Reforcei a minha participação com “quaitas” que eram detidas por varias acionistas, nomeadamente, pelo meu irmão Emanuel Madaleno e pelo vice-governador do BNA, Rui Miguéns”, lê-se no comunicado.

O Pais

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