Acordo com o executivo evita greve dos enfermeiros

A possibilidade de o Sindicato dos Enfermeiros de Angola (SINDEA) voltar a decretar uma greve está descartada, em função de um acordo celebrado com o Ministério da Saúde na semana finda, depois de um mês de negociações

O director Nacional dos Recursos Humanos do MINSA, Óscar Isalino, declarou, à Angop, que pesou favoravelmente o facto de a entidade patronal ter provado à classe de enfermeiros que não haverá redução salarial neste mês de Janeiro, em função da entrada em vigor do novo regime remuneratório

No caderno reivindicativo apresentado pelo sindicato consta, entre outros assuntos, a transição dos profissionais de enfermagem da antiga carreira para a actual, bem como a transição dos auxiliares habilitados com o curso de promoção para as categorias de técnico de enfermagem.

A realização de concurso público interno para os técnicos que aumentaram os níveis académicos na área e o aumento salarial são outras duas exigências do SINDEA que receberam o parecer favorável do MINSA. Óscar Isalino garantiu que o Executivo, através do MINSA, tudo está a fazer para melhorar as condições de trabalho e salariais da classe.

O novo regime da carreira de enfermagem, que entra em vigor em Janeiro, determina as funções dos profissionais de Saúde a nível do país, bem como os deveres e obrigações dos técnicos de enfermagem.

Contempla, na sua estrutura, os escalões de duplos turnos, mas não atende o regulamento dos subsídios e incentivos aplicados aos profissionais de enfermagem, bem como a avaliação de desempenho dos profissionais de enfermagem e dos cargos de direcção e chefia.

Desde a apresentação do caderno reivindicativo, depois da assembleia dos enfermeiros realizada a 5 de Outubro de 2018, as duas partes tiveram vários encontros de concertação e de procura de consenso. O SINDEA tem um total de 23.875 enfermeiros filiados.

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