APN abre candidaturas independentes nas eleições autárquicas

A lista provisória de candidatos do partido está a ser elaborada, mas a direcção não adianta nomes, alegando “sigilo estratégico”

O partido político Aliança Patriótica Nacional (APN), liderado por Quintino Moreira, manifesta- se disponível para receber candidaturas independentes no processo de eleições autárquicas agendadas para o ano de 2020. De acordo com o secretário para a informação daquela agremiação política, José da Cruz, os preparativos da massa militante para este desafio já estão em curso em todo o país, com maior destaque para a formação de formadores. Assegurou também ser uma maior preocupação a reorganização das estruturas de base do partido, pelo que têm estado a manter encontros periódicos de auscultação sobre as autarquias com os seus secretariados provinciais e municipais em todo o país.

Sem lista de candidaturas oficial, em alguns círculos daquela formação politica já se cogitam alguns, nomes como o de Edilson Francisco, mandatário da APN nas últimas eleições de 23 de Agosto de 2017, mesmo que este tenha adiantado a OPAIS a sua indisponibilidade. “Nestas eleições não pretendo e nem fui solicitado, dentro e fora do partido, talvez numa outra fase” disse Francisco, quadro afecto ao gabinete do presidente, para quem a lista de candidatos continua em “sigilo”. “Até ao momento, ainda não temos uma lista definitiva das pessoas que serão os candidatos para concorrer nas autarquias, mas está a ser feita a selecção do pessoal e a seu tempo podemos divulgar os nomes” acrescentou o secretário para a informação da APN, José Óscar.

Entretanto, o líder Quintino Moreira, que não conseguiu nenhum assento na Assembleia Nacional nas últimas eleições, diz que uma das formas de participação activa na vida política e no aprofundamento da democracia passa pelas eleições autárquicas. Neste mesmo período, a APN manifestou a vontade das eleições autárquicas serem realizadas em todo o país, uma proposta que vai contra a defendida pelo Governo, favorável ao gradualismo. A Nova Democracia, a antecessora da APN, foi uma junção de partidos da Oposição e estava representada com dois acentos na Assembleia Nacional (no ano legislativo 2008 a 2012).

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