Editorial: médicos em recurso

Os médicos que chumbaram nos testes do concurso público de admissão para a função pública vão ser submetidos a um curso intensivo para “recuperação”. A ideia é aparentemente boa, o país precisa de médicos, mas seria adequada para outro tipo de profissionais. Em três meses não se faz um médico. A questão não está em matérias de actualização, está nas capacidades adquiridas. Muitos médicos não são médicos de verdade, ao longo da sua formação não lhes foram transmitidos conhecimentos para serem médicos. Em três meses é impossível torná-los médicos, vão matar pessoas. Felizmente houve coragem do Governo para mandar fechar os pséudo-centros de formação médica e em saúde. O futuro poderá ser melhor.

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