Horizonte Njinga Mbande celebra aniversário de Luanda com a peça teatral “A Madrasta”

A peça teatral “A Madrasta” estará em cartaz neste fim-de-semana ( Sexta, Sábado e Domingo), no auditório Njinga Mbande. A seguir, para abrir o mês de Fevereiro, o grupo teatral vai estrear “A Jardada”

POR: Adjelson Coimbra

A companhia Horizonte Njinga Mbande, por ocasião do 443º aniversário da cidade de Luanda, que se assinala amanhã, 25, apresenta a peça intitulada “A Madrasta”, que retrata um dos problemas mais recorrentes nesta cidade. A peça estará em cartaz de 25 a 27 do corrente e aborda a história de Ngonguita, uma senhora que se casa com o senhor Joaquim. Nesta relação, Ngonguita entrou sem filhos, Joaquim com uma filha adolescente. Entretanto, Ngonguita, que aparentava ser simpática e amável, escondia um terrível segredo.

No decorrer da peça, segundo conta o actor e produtor do Horizonte Njinga Mbande, Damião Cuvula, quando o senhor Joaquim viaja, a sua mulher, dona Ngonguita, manda a enteada realizar uma missão impossível, o que começa a deixar cair a sua máscara de boazinha. Segundo conta a moral da peça, o que devemos fazer é “amar o próximo como a nós mesmos”. Quanto à motivação para a encenar, disse que vem dos diversos casos de maus tratos e desintegração familiar que têm vindo a assistir. Assim, a peça, de maneira interventiva, visa consciencializar a sociedade numa reflexão sobre acontecimentos do género que assolam a urbe de Luanda.

Fazem parte do elenco da peça David Enoque, como Joaquim, Joana Virgínia, como Ngonguita, Lukénia Lourenço, como Maria, Galiano da Rocha, como Kingingi, e Jeremias Saracova como avó Simão. “O público pode aguardar por um espectáculo muito divertido, que retrata os angolanos. Podem esperar o melhor do Horizonte, em dar-lhes um fim-de-semana diferente dos demais”, descreveu.

Estreia da peça “A Jardada”

Este grupo teatral vai estrear a peça “A Jardada”, a 31 de Janeiro, e estará em cartaz até 4 de Fevereiro. A peça conta a história de uma jovem que funcionava numa casa e não despertava a atenção dos que estavam à sua volta, por não ser atraente. Abalada com a situação, resolve jardar-se, a fim de avantajar o seu traseiro. O produtor do grupo considerou importante que os cidadãos aceitem a si mesmos em primeiro lugar, para que os outros possam também aceitá-los. Disse ainda que pretendem, com a peça, levar a sociedade a reflectir sobre o facto de metermos a nossa vida em risco para termos determinados padrões de beleza.

Retrospectivas e perspectivas Damião Cuvula fez um balanço positivo do ano passado, em que realizaram várias actividades, como jornadas de formação. O responsável disse ainda que actualmente estão a trabalhar numa sala alternativa. Avançou: “conseguimos agora acabar a nossa sala e pensamos em inaugurá- la em Fevereiro, com a estreia, no dia 14, da peça “Kamasutra”. Para o ano em curso, o grupo tem em perspectiva o recomeço das jornadas de formação, bem como a intenção de capitalizar uma grande parcela dos recursos que já tem à disposição e estender as suas apresentações a outras localidades do país.