Bloco Democrático garante continuar na Casa-ce até em 2022

BD é neste momento o coordenador nacional para a questão de eleições gerais e autárquicas da coligação

O Bloco Democrático (BD) vai continuar na CASA-CE até 2022, apesar dos problemas internos que esta força política coligada está a enfrentar, consubstanciados em crise de liderança e na saída massiva de vários dirigentes A garantia foi dada pelo seu secretário- geral, João Baruba, que assegurou que o Bloco Democrático tem um mandato que vai até ao ano de 2022, no âmbito de um acordo eleitoral firmado com a CASA-CE. Em entrevista aOPAÍS nesta Quinta- feira, 24, o responsável informou que a estratégia eleitoral do BD foi traçada com base neste acordo, daí a razão de concorrer nas eleições autárquicas do próximo ano dentro da coligação. Avançou que o BD é neste momento o coordenador nacional para a questão de eleições gerais e autárquicas a nível da coligação.

Candidaturas internas e independentes

Os candidatos do Bloco Democrático que vão concorrer nas eleições autárquicas, segundo João Barruba, serão candidatos da própria coligação, realçando que esse processo está em curso e será melhorado de acordo com aquilo que a CASA-CE e o Colégio Presidencial determinarem na devida altura. Quanto às candidaturas independentes, sobretudo as da sociedade civil, João Baruba explicou que esta possibilidade não está fora de hipótese, mas este processo deverá ser discutido dentro do plano estratégico autárquico. Avançou que poderão candidatarse cidadãos cujo perfil será determinado na altura em que estiver a decorrer este processo, cujo Pacote Legislativo será submetido brevemente à Assembleia Nacional para aprovação.

Saída de membros

Questionado sobre a saída de vários membros e dirigentes da CASA-CE para outros partidos, o político respondeu ser um processo normal a nível dos partidos. Baruba disse que “se os militantes acharem que já não estão em condições de continuar a dar a sua contribuição são livres de deixar qualquer que seja o partido político, ou coligação, e rumar para outro sítio”. Nos últimos tempos, a coligação está a registar a saída massiva de dirigentes e quadros de topo, tanto a nível provincial como nacional. Em Abril do ano passado, 57 militantes da CASA-CE na província do Huambo abandonaram esta coligação, filiando-se no Partido de Renovação Social(PRS), incluindo o secretário municipal da Chicala Cholohanga. Os dissidentes alegaram, na altura, não se reverem no surgimento do novo partido político que estava a ser criado dentro da CASA CE denominado “Podemos-JA”, pelos chamados “independentes” liderados por Abel Chivukuvuku.

A saída em massa foi reforçada com o recente abandono da coligação em princípio deste mês do ex-secretário executivo provincial da CASA- CE de Luanda, Alexandre Dias dos Santos (Libertador) que depois de seis anos de “casamento” com a CASA-CE volta à UNITA, de onde saiu em 2012. Em contacto com este jornal, aquando da sua saída, denunciou que os “independentes” eram marginalizados pelos líderes dos partidos da CASA- CE por não fazerem parte de nenhum partido, e, segundo ele, a situação agravou- se com o acórdão do Tribunal Constitucional (TC) 497/18, de 14 de Agosto, processo nº 643-1. Este acórdão deu provimento parcial a um pedido de esclarecimento de cinco dos seis partidos integrantes da CASA-CE a propósito de um conflito que os opunha ao seu presidente, Abel Chivukuvuku. A mais recente saída foi a de Francisco Viena, que até ao princípio desta semana era o “homem forte” da CASA-CE em Benguela, mas que preferiu desligar-se da política activa para dedicar-se definitivamente à advocacia e aos negócios.

error: Content is protected !!