Ex-conselheiro de Trump detido no âmbito das investigações sobre a Rússia

Roger Stone, um antigo conselheiro de Donald Trump envolvido nas investigações sobre as suspeitas de conluio com a rússia, foi detido esta Sexta-feira na Florida, anunciou o gabinete do procurador especial robert Mueller

Segundo o comunicado dos investigadores, Stone foi acusado de sete crimes, incluindo um de obstrução, cinco de falsas declarações e um de manipulação de testemunha, noticiou o PÚBLICO em Lisboa. O antigo conselheiro de Trump devria ser ouvido em tribunal ainda Sexta-feira, às 11horas locais. Segundo a acusação de um grande júri formalizada na Quinta-feira, Roger Stone trabalhou de forma oficial na campanha de Trump pelo menos até Agosto de 2015 e “manteve contacto regular e apoiou a campanha publicamente” até às eleições, em Novembro de 2016.

Em Dezembro, o Presidente Trump elogiou Stone numa mensagem no Twitter, levando vários analistas a discutirem se essa manifestação pública poderia ser entendida como pressão sobre uma possível testemunha. “’Eu nunca testemunharei contra Trump’. Esta declaração foi feita recentemente por Roger Stone, que diz essencialmente que ele nunca será forçado a inventar mentiras sobre o Presidente Trump por um procurador descontrolado. É bom saber que algumas pessoas ainda têm coragem!”, disse Trump.

Stone é um experiente lobista conhecido pelos seus truques sujos, muito próximo de Donald Trump durante a campanha eleitoral de 2016, e que revelou ter estabelecido um canal de comunicação com o fundador da WikiLeaks, Julian Assange, para obter informação comprometedoras sobre Hillary Clinton. “O Julian Assange vai revelar denúncias explosivas sobre a Hillary, quando ele quiser”, disse Roger Stone na sua conta no Twitter no dia 6 de Outubro de 2016 – um mês e dois dias antes das eleições que deram a vitória a Donald Trump.

Apesar das ligações assumidas a Assange, Stone tem negado a existência de uma combinação entre ambos, em nome da campanha de Trump, para prejudicar Hillary Clinton. Durante a campanha eleitoral de 2016 foram divulgados vários e-mails do Partido Democrata e da campanha de Hillary Clinton que podem ter influenciado o resultado eleitoral. Esses e-mails, divulgados no Verão de 2016 e nas semanas anteriores ao dia das eleições, pareciam indicar que a liderança do Partido Democrata favorecia a candidatura de Clinton em detrimento da candidatura do seu opositor nas eleições primárias, Bernie Sanders.

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