Filme angolano no Festival Internacional de Curta-metragem em França

a película produzida por Ery Claver e Gretel Marin, intitula-se “Lúcia no Céu com Semáforos” e será exibida em Fevereiro próximo, na secção “Perspectivas africanas”, todos os dias

“Lúcia no Céu com Semáforos”, filme produzido pelos angolanos Ery Claver e Gretel Marin, será exibido no Festival Internacional de Curta-metragens Clermont – Ferrand 2019, a decorrer de 1 a 9 de Fevereiro, em Auvergne, França. Fontes próximas dos realizadores adiantaram que o filme será exibido na secção “Perspectivas Africanas”, todos os dias no decorrer o festival. A película mostra como os dois profissionais captaram o relato mudo de uma jovem desapaixonada.

Uma mulher sem voz e de um olhar distante que suprime gritos e desabafos, mas silenciada pela sociedade sexista que a constrói sem direito a ser, pensar ou opinar. Neste festival, Ery Claver integrará o grupo de profissionais de todo o mundo convidados especialmente para interagir em debates e fóruns que paralelamente serão organizados. O Festival Internacional de Curta-metragens Clermont – Ferrand, criado há 40 anos, juntará um número significativo de profissionais do cinema, agências e organizações internacionais com enfoque em curta-metragens.

Percurso

Ery Claver nasceu em Luanda em 1987. Participou na Trienal de Luanda como fotógrafo na exposição colectiva “Dipanda Forever” e expôs pela primeira vez a título individual “Notas Sobre Aqui”, no Fórum de Arquitectura da Universidade Lusíada de Luanda. Em 2010, participou como operador de câmara e director de fotografia no documentário “Ritmos Urbanos”, de Isilda Hurst e Córeon Dú. E no mesmo ano corealizou os documentários “Torre do Kinaxixi” e “A Kazukuta do Kabokumeu”. Foi operador de câmara na “Semba Comunicação” até 2013, quando saiu para integrar a equipa da Geração 80, onde a sua criatividade o levou a participar, como operador de câmara e director de fotografia, em inúmeros projectos artísticos e corporativos – a destacar “Mukiné”, de Irina Vasconcelos e Kulas, “Mona Ki Ngi Xiça”, de Toty Sa’Med, e o álbum visual de Nástio Mosquito, “Gatuno Eimigrante e Pai de Família”.

Assinou as curta-metragens experimentais “A luz no quarto era vermelha porque não existia amor” e “Há um zumbido, há um mosquito, são dois”, como realizador e guionista. Obras que foram exibidas em 2016 e 2017 na exposição colectiva “Fuckin’ Globo”, em Luanda. Ainda em 2017, participou no CPLP Short Film Festival, promovido pela Arte Institute e na exposição colectiva denominada LUUANDA, no HANGAR: Centro de Investigação Artística. Em 2018, escreveu “Lúcia no céu com semáforos”, que co-realizou com Gretel Marin e estreouse na 4ª edição do Fuckin’ Globo. O mesmo filme participou ainda no VIDEOEX – International Experimental Film and Video Festival, em Zurique.

leave a reply