Sector do comércio espera crescimento de 5,8% até 2022

Para o próximo ciclo estratégico, o Ministério do Comércio prevê um crescimento médio dos serviços mercantis na ordem dos 5,8 % anuais com a implementação do seu Plano de Desenvolvimento 2018/2022. a informação foi avançada pelo secretário de Estado do Comércio, amadeu Leitão Nunes

O Ministério do Comércio, à luz do Plano Nacional de Desenvolvimento (PDN) 2018-2022 quer continuar a promover e apoiar o desenvolvimento e a profissionalização do sector do comércio, garantindo o escoamento e a integração da oferta nacional nos circuitos de comercialização internos e externos para o seu crescimento. Segundo o dirigente que discursava ontem, na abertura do “ Encontro de consulta ao sector privado”, o comércio e serviços mercantis têm apresentado uma evolução positiva na economia real, contribuindo de forma efectiva para o desenvolvimento económico e social do país, fruto das políticas públicas do Executivo que fomentaram o aparecimento e desenvolvimento de novos grossistas e retalhistas e centros de logística, em paralelo com redes de comercialização.

Desafios

O governante alerta que não obstante a sua evolução, o comércio apresenta também um conjunto de desafios associados ao comércio interno e externo, quer nas vertentes da procura e oferta, quer na regulação que será melhorada ao longo dos próximos anos. O encontro que manteve com a classe empresarial visou auscultar, entre outros, as opiniões, experiências, anseios e visão global sobre o sector do comércio no país, no curto e médio prazo, e afirmou que esse mérito será alcançado com a contribuição de todos “A concretização deste grande objectivo acontece com uma acção congregadora entre o sector público- privado, onde cada um desempenha o seu papel, de regulador e de agente económico”, esclareceu. Apontou que o sector do comércio, a par dos sectores da agricultura e indústria, são os grandes empregadores nacionais, tendo o primeiro um potencial efeito multiplicador na geração indirecta de emprego, nos segmentos dos transportes, logística e outros serviços relacionados.

Por isso, afirmou que “um dos objectivos do sector do comércio passa pelo desenvolvimento social e económico do país, sustentado pela geração tanto de empregos directos e indirectos, como de riqueza para cada um dos agentes económicos”, realçou. Outra questão que ainda preocupa o sector é a matriz de oferta nacional actual que apresenta uma elevada dependência de produtos importados, situação que espera ver ultrapassada gradualmente no próximo quinquénio (cinco anos), através de um maior vigor da produção nacional agrícola, piscatória e industrial. Por isso, defende o responsável, é fundamental dar continuidade na melhoria das condições para o desenvolvimento do sector produtivo nacional, não apenas em meios financeiros, mas também em termos de matérias-primas e rede comercial eficaz, permitindo o escoamento da referida produção.

Processo de transformação do sector económico até 2022

Por outro lado, o governante disse que até 2022 o país vai continuar no processo de transformação do sector económico, onde se preconiza um comércio cada vez mais sustentável, moderno, sofisticado e equilibrado em diversos factores. Entre eles, destacou a contribuição para a crescente geração de riqueza e emprego nacional, actuando na satisfação das necessidades evolutivas do consumidor nacional e no consequente aumento do bem-estar da população. Por outro lado, potenciar uma oferta de mercado profissionalizada, que fomente a concorrência e a actuação dos operadores privados num contexto de mercado livre que assegure a defesa do consumidor. Salientou igualmente a necessida de dinamizar o papel e contribuição de Angola no contexto regional, através da potenciação de uma indústria nacional competitiva com potencial de exportação focada na Zona de Comércio Livre da SADC e na Zona de Comércio Livre Continental Africana.

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