Unita pede reinserção condigna dos ex-militares das fALA

O Secretariado Executivo do Comité Permanente da UNITA apelou nesta Quinta-feira, em Luanda, ao Governo para assumir as suas responsabilidades na reinserção condigna dos ex-militares das FALA, antigo braço armado deste movimento de libertação nacional. Numa declaração pública distribuída à imprensa, por ocasião do 53º aniversário da fundação das FALA, assinalado a 24 de Janeiro, o Secretariado Executivo do Comité Permanente da UNITA afirma que, no quadro da Paz e da Reconciliação Nacional, o Governo deve dar cumprimento cabal às suas obrigações.

Este órgão refere que volvidos 28 anos desde a assinatura dos Acordos de Paz entre o Governo de Angola e a UNITA, a 31 de Maio de 1991, em Bicesse/Portugal, regista- se o agravamento da vida social e familiar de todos os combatentes da luta de libertação nacional. Trata-se de guerrilheiros dos três movimentos de libertação nacional contra o colonialismo português, “FALA, FAPLA, ELNA ou FAC”, respectivamente, que deram as suas vidas à causa da Pátria à instauração do Estado Democrático de Direito”, diz ainda o comunicado.

Fundação

A criação da UNITA em 1966, na localidade de Muangai, província do Moxico, obedeceu a necessidade imperiosa de se determinar um CASAnovo rumo à luta de libertação nacional do povo angolano contra a ocupação colonial portuguesa. Desde a sua criação, em 1966, segundo a nota a que O PAÍS teve acesso, as FALA empreenderam acções militares de grande envergadura que aceleraram o desmoronamento da máquina colonial de Salazar e Caetano. O documento acrescenta ainda que foi neste esforço que tombou, a 24 de Janeiro de 1974 o comandante Samuel Piedoso Chingunji, mais conhecido por Kafundanga, tendo esta data sido consagrada como Dia das FALA.

“Este combatente da primeira linha, inteligente, corajoso e exímio condutor de homens, sempre firme na obediência e fidelidade aos princípios e à causa dos explorados, oprimidos e excluídos de Angola, mereceu o reconhecimento de todos”. O Secretariado Executivo do Comité Permanente, em comunicado, refere, igualmente, que a afirmação das FALA desenvolveu-se num processo evolutivo, “desde a passagem das guerrilhas para as unidades semi-regulares, regulares e convencionais”. O comunicado termina com a UNITA a reiterar o seu compromisso com os angolanos para a edificação, em Angola, de uma sociedade justa, democrática e de paz social.

leave a reply