Relatório sobre desabamento do tecto do Shopping Avenida pode ser divulgado amanhã

Para apurar o que realmente se passou, uma equipa do Serviço Nacional de Protecção Civil e Bombeiros (SNPCB) está, desde ontem, a trabalhar na recolha de dados que estiveram na base do desabamento do tecto do referido Shopping que alberga, dentre outras unidades comerciais, o supermercado Candando

O relatório fi nal sobre os reais motivos do desabamento do tecto do Shopping Avenida, que feriu cerca de 13 pessoas, poderá ser divulgado amanhã, revelou, a OPAÍS, José Maiemby, da equipa do Serviço Nacional de Protecção Civil e Bombeiros (SNPCB) que desde ontem trabalha na averiguação das causas que estiveram na base do incidente.

Segundo o oficial, as informações preliminares sobre o caso ainda carecem de fundamentos concretos para se avançar com qualquer dado sobre o que realmente se passou na tarde de Sexta-feira, 25.

As 13 pessoas que ficaram feridas e com lesões, em consequência do desabamento do tecto do concorrido shopping, que fica nas imediações da vila, na ponte amarela, sentido Luanda-Viana, foram assistidas nos hospitais do Kapalanga e Américo Boa Vida. De acordo com José Maiemby, a equipa está a fazer o levantamento a nível de toda a superfície do referido centro que aloja, dentre outras unidades comerciais, o supermercado Kandando.

“Qualquer dado em relação ao assunto, neste momento, estaríamos a nos precipitar. Estamos a fazer vistorias. Posteriormente vamos elaborar o relatório fi nal e só depois é que vamos dar a conhecer o que realmente se passou”, atestou a fonte, sem avançar se haverá ou não levantamento de processo-crime ou civil caso se averigue que houve negligência por parte da instituição.

Vítimas fora do hospital

Por seu lado, Gaudêncio Saiacua, supervisor de serviço do Hospital Municipal de Viana, unidade clínica para onde foi levada parte das vítimas, fez saber que todas as pessoas foram assistidas no banco de urgência, mas sem necessidade de internamento. Explicou que a maioria das vítimas apresentaram escoriações e lesões em várias partes do corpo, o que obrigou a um atendimento imediato à base de curativos.

De acordo com o técnico de saúde, as vítimas apareceram todas em choque porque “pensavam que haveriam de internar ou sofrer cirurgias complexas”. “Mas foi tudo muito calmo. Retivemos as vítimas durante três horas, com a devida assistência e, posteriormente, tivemos de as mandar ir para casa porque não apresentavam um quadro grave, apesar do susto que tiveram em função do impacto da queda”.

Já o director do Shopping Avenida, Joelson Teixeira, disse que a sua instituição está a prestar todo o apoio às vitimas no sentido de estas recuperarem mais cedo. Neste sentido, frisou, está em curso o cadastramento de todas pessoas lesadas para que estas possam receber medicamentos e outros tipos de apoios com vista a melhorarem a sua condição clínica.

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