Burla à Tailandesa regressa hoje ao Tribunal Supremo

Os cidadãos nacionais Norberto garcia, José manuel Arsénio, Christian Albano de lemos e Celeste marcelino de brito António, arrolados no mediático “Caso burla à Tailandesa” como arguidos, poderão não comparecer hoje ao Tribunal Supremo, onde decorre o julgamento

O Tribunal concedeu aos quatro arguidos nacionais essa prorrogativa por pretender interrogar primeiramente os seis arguidos estrangeiros, nomeadamente quatro tailandeses, um canadiano e um eritreu.

Eles são acusados, alegadamente em conluio com os nacionais, do crime de tentativa de burla de 50 mil milhões de dólares ao Estado angolano, entre outros crimes. Para a audiência de hoje está previsto o interrogatório do tailandês Theera Buapeng, descrito na acusação do Ministério Público como director executivo da empresa Centennial Energy (Thailand) Company, sendo o último dos quatro tailandeses a ser inquerido nesta fase.

Ademais, deverão comparecer no Palácio de Justiça, onde está instalada a sala de audiências do Tribunal Supremo, os co-arguidos Million Isaac Chaile (eritreu) e o André Louis Roy (canadiano) podendo um deles ser interrogado hoje, na eventualidade de tanto os juízes, como os representantes do Ministério Público e os advogados dos arguidos terminarem o interrogatórios dentro de um prazo razoável.

Além deles, os arguidos Manin Wanitchanon, Raveeroj Ritchoteanan e Monthita Pribwai, que já foram ouvidos, também deverão comparecer, a fim de, a qualquer momento, contribuírem para a descoberta da verdade. Na última sessão, o tribunal ouviu Manin Wanitchanon, também director executivo da Centennial Energy (Thailand) Company, propriedade do co-arguido Raveeroj Ritchoteanan.

À semelhança dos seus conterrâneos, ao longo do período da manhã de Sexta-feira respondeu às perguntas dos juízes conselheiros do Tribunal Supremo, Domingos Mesquita, Daniel Modesto e Aurélio Simba, e no período de tarde às instâncias do Ministério Público e às dos mandatários judiciais.

Manin Wanitchanon não respondeu à pergunta sobre a importância do prófugo Pierre René Tchio Noukekan, de nacionalidade canadiana, apontado como o individuo que trouxe os estrangeiros a Angola. Por esse motivo, os juízes voltaram a indagar o co-arguido Raveeroj Ritchoteanan, que informou ser uma das personagens fundamentais na implementação do projecto referido nos autos do processo 001/18.

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