Exposição “Angola: muxima, desenho e texto” desperta curiosidades

A mostra inaugurada na passada Quartafeira, por Luís Ançã e Luís Mascarenhas Gaivão, autores da colecção, teve a duração de cinco dias e assinalou os 30 anos de existência da Associação Cultural e Recreativa Chá de Caxinde, assim como os 443 anos da cidade de Luanda e os seus munícipes

cinco dias marcaram a prestigiada exposição “Angola: muxima, desenho e texto”. Comentário, elogios e o apelo para mais iniciativas do género é o que pudemos reter do público que afluiu a Associação Cultural e Recreativa Chá de Caxinde para se deleitar com a referida obra.

Não obstante a ausência de algumas entidades e alguns órgãos de comunicação convidados para o evento, os apreciadores das artes plásticas apontaram a exposição como um grande passo para o conhecimento e descoberta de várias localidades do país, a sua gente, a sua cultura, hábitos e não só, uma vez que o projecto é extensivo às províncias do Norte, do Sul e do Leste do país.

Um desses apreciadores é Serafim Cantos. Fascinado pelos desenhos artísticos apresentados, referiu que esta obra serviu-lhe de convite para conhecer a Quiçama, a gente, a cultura local, o Corredor do Cuanza, assim como a Igreja da Muxima, que acolhe muita gente durante a peregrinação anual.

O jovem admitiu que a forma como os desenhos ilustrados artisticamente, a partir das localidades e meios percorridos pelos autores, assim como os respectivos textos, servem de chamariz para o aprendizado.

“Devo dizer que pela maneiracomo estão tão bem espelhados os desenhos, qualquer um sentirse- ia entusiasmado pela obra. É muito atraente e elucidativa. Só tenho a encorajar Luís Ançã e Luís Gaivão, desejando-lhes muita coragem na sequência do projecto, é Angola e nós, angolanos, que saímos a ganhar” Opinião semelhante é a do jovem estudante Marcos Garrido, vindo do município do Icolo e Bengo, província de Luanda. Marcos Garrido realçou que, pela dimensão da exposição e sua explicação, os cinco dias foram insuficientes para que o público tomasse contacto com a colecção.

Referiu que, apesar dos estudantes encontrarem-se de férias dentro e fora do país, a mostra focada nos aspectos sócio-cul- Escritor Luís Mascarenhas Gaivão, um dos autores da exposição que marcou os 30 anos de existência do Chá de Caxinde e os 443 anos da cidade de Luanda turais de Luanda, da sua gente e vários locais desta província, associada a dois grandes aniversários: os 30 anos de existência da Associação Cultural e Recreativa Chá de Caxinde e os 443 anos da cidade capital, deveria permanecer mais tempo.

“A exposição “Angola: Muxima, desenho e texto” é itinerante e passou por várias cidades, como Porto, Braga, Oeiras, Covilhã, Aveiro, Montemor-o-Velho, Portimão, Vagos, odas portuguesas, e foi também exibida no Festival Literário “Correntes d’Escritas” (Póvoa de Varzim), e foi internacionalizada no Luxemburgo. Porque não passar também por vários pontos de Luanda?”, questionou.

Por seu turno, o escritor Luís Mascarenhas Gaivão, autor dos textos da colecção, enalteceu a iniciativa da Associação Cultural Recreativa Chá de Caxinde, mas lamentou o facto da comunicação social não fazer nenhuma cobertura, apesar do convite. “Lamento, pois que se trata de uma homenagem aos 30 anos da Associação Chá de Caxinde e aos 443 anos da cidade de Luanda”, disse Luís Mascarenhas Gaivão, acrescentando que a mostra é um trabalho muito responsável e de qualidade sobre a cidade, a província de Luanda e todos os seus municípios.

O escritor disse ter notado igualmente a ausência dos representantes diplomáticos de Portugal, já que sendo português e tendo desempenhado funções diplomáticas como Adido Cultural e natural desta cidade de Luanda, esperava, pelo menos, que um representante se tivesse dignado aparecer, ou, ao menos, tivesse enviado uma mensagem de congratulação.

“Igualmente lastimo as ausências da RTP-Africa, da Lusa e de outra comunicação social portuguesa com representantes locais. A ideia de reforçar os laços culturais entre os dois países parece não ser atrativa!”, Desabafou Luís Gaivão. Recordou-se que em Junho, referida exposição irá a Polónia e Lisboa e depois seguir-se-ão outros destinos.

leave a reply