Instituto lucrécio dos Santos promete profissionais aptos para o mercado de trabalho

começou o corre-corre por vagas, uma praxe no início de cada ano lectivo. Entretanto, no bairro Zango III está o Instituto Técnico Profissional lucrécio dos Santos (lS) a acenar a todos e a assegurar que no final os seus formados estarão aptos e habilitados para o mercado de trabalho

São no total quatro cursos que duram quatro anos lectivos (10ª a 13ª classes): Eletromecânica, Energias Renováveis, Energia e Instalações Eléctricas e o curso de Gestão de Redes e Sistemas Informáticos. Segundo o administrador do Instituto Lucrécio dos Santos (LS), Alberto Amorim, o grande diferencial da sua instituição reside no facto de a escola estar preparada e equipada com “o instrumental e equipamentos capazes de poder suscitar explicação concreta de como é que as coisas funcionam”. Este diferencial são os seus laboratórios bem equipados com tecnologia de ponta e as oficinas que garantem mostrar aos alunos tudo quanto se aborda em teoria na sala de aulas.

O corpo docente é outro valor acrescido, atendendo que o suporte de todos os cursos são disciplinas eminentemente técnicas. Entretanto, com faro e paciência foi possível constituir um corpo docente baseado em bons talentos formados recentemente na escola angolana. Segundo o administrador, são professores encontrados através da “pesca à linha e não por arrasto”. São apenas 28 membros e o director considera o melhor que podia encontrar no mercado angolano.

Conscientes das deficiências genéricas que o aluno angolano trás até à 9ª classe, o Lucrécio dos Santos promove uma espécie de “revisão à entrada” no início do curso, na 10ª classe. Em simultâneo é promovida uma espécie de adaptação à escola. Aberto Amorim chamou a esta etapa de adaptação uma espécie de “marcha atrás” e o trabalho tem sido difícil, mas ao fim do primeiro ano os resultados são animadores. Dos 340 estudantes matriculados no ano passado, mais de 80% teve aproveitamento positivo.

Em 2019 as expectativas apontam para a entrada de um número ligeiramente superior. Espera-se que entrem qualquer coisa como o dobro de alunos do ano anterior, aliás, o alargamento a mais um turno (noite) pode vir a facilitar a entrada de 600 a 650 novos estudantes.
emprego garantido Segundo Alberto Amorim, o mercado de trabalho angolano está ávido por quadros bem formados.

O Plano Nacional de Formação de Quadros mostra indicadores que revelam onde estão as carências profissionais no nosso mercado. Todos os cursos do Lucrécio dos Santos inserem-se nas áreas em que o mercado está deficitário, ou mesmo carente, pelo que ao fim dos quatro anos de formação, acrescidos do garantido estágio profissional que a escola vai assegurar, os estudantes do instituto serão imediatamente absorvidos pelos empregadores.

Neste momento a escola procura estabelecer parcerias com empresas que vão receber estudantes para estágio curricular. Existem alguns protocolos assinados e até que os primeiros alunos cheguem à fase de estágio e a esperança é de que existam compromissos consolidados com empresas públicas e privadas disponiveis a receber os estudantes.

Feitos dos alunos

O primeiro grande louro de que a escola se pode vangloriar é a atitude. Os estudantes do Lucrécio dos Santos, segundo o administrador da instituição, são de alto grau de disciplina e espírito integrador no ambiente escolar. “São alunos muito disciplinados e que, felizmente, não copiam”, asseverou Alberto Amorim, esperançoso de que assim se mantenham os antigos e que contagiem os que ingressam no presente ano lectivo.

No ano passado, aquele colectivo de estudantes conquistou outros louros, como, por exemplo, os bons resultados nos Sábados Académicos a nível comunal e municipal, de onde regressaram com troféus nos concursos de Língua Portuguesa e Matemática.

Na mesma senda realizaram trabalhos práticos em todas áreas ministradas na escola e levaramnos à mostra da associação Nacional do Ensino Privado (ANEP) e conquistaram o prémio de “Melhor Trabalho Tecnológico”. “São medalhas que muito nos animam. As vitórias são dos alunos. Se tivermos alunos que triunfam, temos uma escola reconhecida”, comentou o responsável.

Um jovem engenheiro na liderança Adilson Pedro Santana, formado em Engenharia Eletromecânica, deixou o trabalho numa petrolífera para se juntar ao corpo docente do Lucrécio dos Santos, onde começou como docente depois de ter sido recomendado por um seu antigo professor.

Adilson esteve antes associado ao Instituto Médio Industrial de Luanda, onde exerceu funções de professor orientador ministrando as cadeiras de Máquinas Eléctricas e Instalações Eléctricas. Passou pelo teste do Instituto Lucrécio dos Santos e iniciou funções no ano passado. Rapidamente chegou a coordenador do Curso de Energias Renováveis em que ficou apenas 2 meses na cadeira e logo foi chamado para a função de director pedagógico.

A vida na instituição não é um mar de rosas, mas com metodologia de grupo tem sabido conduzir o barco a bom porto contando sempre com a prestimosa ajuda da administração.

“Damos graça a que os estudantes mostraram disciplina e muita vontade de virem a ser bons profissionais. Ao longo do ano não registamos indisciplina grave, excepto as querelas decorrentes da própria idade. Estamos satisfeitos”, revelou Adilson. Está feliz nas suas novas funções e promete fazer o melhor que as suas forças e aptidões lhe permitirem para ajudar o ambicioso projecto do Instituto Lucrécio dos Santos.

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