JFNlA convoca manifestação contra o seu presidente

membros da JfNLA, braço juvenil deste partido, anunciaram a realização de uma manifestação na Terça-feira, 29, em luanda, contra o presidente desta força política, lucas Ngonda, por, alegadamente, inviabilizar a convocação do Congresso ordinário

Segundo fontes deste partido, a manifestação, marcada para as 9 horas, na sede nacional do partido, no Bairro Popular, visará forçar o líder deste partido a convocar o aludido conclave da JFNLA para a renovação de mandatos.

Avançaram que, com base nos estatutos, compete ao presidente do partido convocar o congresso, mas, segundo as mesmas fontes, ele opõe-se à convocação, alegando condições financeiras para suportar as despesas.

Informaram que já remeteram várias cartas ao seu gabinete para um encontro com alguns membros da direcção da JFNLA, durante o qual deveriam apresentar algumas propostas, não só da convocação do congresso, mas também sobre o processo de reconciliação interna, mas sem sucesso.

Dizem que nunca mantiveram este pretendido encontro por indisponibilidade do próprio presidente que alega estar “muito ocupado” com o trabalho na Assembleia Nacional e nas universidades onde lecciona.

Entretanto, esta manifestação poderá transformar-se numa vigília prolongada caso o presidente Lucas Ngonda não os receba para dialogar, segundo as mesmas fontes. Avançam que o que pretendem é um diálogo franco e aberto com o líder para ouvi-los e procurar soluções das suas prementes preocupações.

Reconciliação interna

As fontes apontam Lucas Ngonda como sendo o principal obstáculo para a reunificação da FNLA, actualmente fragmentada devido ao surgimento de várias direcções. Ngonda é acusado de dirigir o partido como se de uma propriedade exclusiva se tratasse, conduta que provocou a saída de quadros influentes do partido.

De entres os vários, destaca-se o seu antigo vice-presidente Jorge Vunge, o ex-secretário-geral, Alberto Mavinga, o secretário para os assuntos políticos Miguel Pinto. Laíz Eduardo, Ndonda Nzinga, Tristão Ernesto, Paulo Jacinto, Nsanda Wa Makumbu, Carlos Zassala, são outros quadros de topo que abandonaram Lucas Ngonda por divergências de dirigismo.

Em Agosto do ano passado, houve uma manifestação de militantes que exigiam a demissão incondicional de Lucas Ngonda, a quem acusaram de má gestão dos fundos. Os manifestantes partiram do Largo do Soweto até à sede do partido, mas o presidente não compareceu no local para dialogar, tal como esperavam os militantes, que pretendiam também realizar uma vigília, inviabilizada pela Polícia Nacional.

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