Medidas de apoio à produção em discussão pelo país

O executivo angolano, através do ministério da Economia e Planeamento, realiza hoje, Segunda-feira (28), em luanda, a primeira palestra de um ciclo sobre “As medidas de Apoio ao Aumento da Produção Nacional”, de modo a reduzir as importações e aumentar as exportações

Depois de Luanda, o Governo vai realizar palestras regionais nas províncias de Benguela (29/01), Huambo (30/01), Bié (31/01), Moxico (06/02) e Huíla (13/02), Uíge (20/2), Cabinda (27/2), com associações empresariais locais, com vista a recolher subsídios e informar os passos que estão a ser dados para melhorar o ambiente de negócios e a competitividade da produção nacional.

A palestra de Luanda terá início hoje, Segunda-feira (28), e contará com a prelecção dos ministros da Economia e Planeamento, Agricultura e Florestas, Pescas e do Mar, Indústria, Turismo, Recursos Minerais e Petróleos, Finanças, Justiça e Direitos Humanos, Comércio, Ordenamento do Território e Habitação, Interior, Energia e Águas, Construção e Obras Públicas, Ambiente e da Saúde, assim como do governador do BNA.

A seguir às palestras regionais, Luanda volta a acolher, a 08 de Março próximo, a conferência Nacional sobre as medidas de apoio à produção nacional, de acordo com um documento do Ministério da Economia e Planeamento. A iniciativa surge na sequência da aprovação, a 13 de Novembro de 2018 pela Comissão Económica do Conselho de Ministros, do Plano de Acção para aumentar a competitividade da produção nacional de bens da cesta básica e de outros de origem nacional prioritários.

O referido plano detalha propostas de acções que podem ser implementadas nas fileiras produtivas de 46 produtos, com a finalidade de, no âmbito do PRODESI, acelerar as iniciativas privadas susceptíveis de permitir, a curto, médio e longo prazos, aumentar a produção nacional.

O objectivo é elevar o nível de cobertura da procura interna dos referidos produtos, com a produção nacional e elevar o seu valor acrescentado nacional, gerando-se um impacto positivo na balança cambial do país. Com o plano de acção, o Governo quer reduzir drasticamente as importações, com o aumento da produção interna de bens da cesta básica, com destaque para o açúcar a granel, arroz, carne seca de vaca, farinha de trigo, feijão, fuba de bombó, fuba de milho, leite em pó, massa esparguete, óleo alimentar de soja, óleo de palma, sabão azul, sal comum.

Para outros bens de origem nacional prioritários, pretende-se, com o plano, aumentar a produção de ovos, carne de cabrito, carne de porco, grão de milho, mandioca, batata-doce, batata rena, tomate, cebola, cenoura, pimento, repolho, alface, banana, manga, abacaxi, carapau do Cunene, sardinella aurita (Lambula), sardinella maderensis (Palheta).

Na lista, consta também o varão de aço de construção (maior de 8 mm), cimento, clinquer, cimentos cola, argamassas, rebocos, gesso e afins, vidro temperado, laminado, múltiplas camadas ou trabalhado de outras formas, tinta para construção, guardanapos, papel higiénico, rolos de papel de cozinha, fraldas descartáveis, detergente sólido (em pó), detergentes líquidos, lixívias, cerveja, sumos, refrigerantes e água de mesa.

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