ministério do Ensino Superior autoriza finalistas do ISCED/Huíla a leccionar

Por: João Katombela, na Huíla

O objectivo é o de colmatar a falta de professores na província da Huíla, que no último ano lectivo deixou mais de 100 mil crianças em idade escolar fora do sistema normal de ensino. Em entrevista a OPAÍS, o director-geral do Instituto Superior de Ciências da Educação(ISCED/ Huíla), José Luís Alexandre, informou que o ingresso dos finalistas da instituição que dirige visa colmatar vagas de professores, com base num acordo que será firmado brevemente entre o Ministério do Ensino Superior Ciências e Tecnologias e o Gabinete Provincial da Educação.

José Luís Alexandre informou que o Ministério do Ensino Superior Ciências e Tecnologia e Inovação, já respondeu de forma positiva à solicitação que lhe foi feita pelo ISCED/Huíla e os novos docentes começam a leccionar a partir deste mês de Fevereiro. Disse que os novos professores são finalistas do ano académico passado e serão submetidos a um estágio de um ano no âmbito dos trabalhos de fim-de-curso.

“Estamos apenas à espera de um documento da parte do Ministério de tutela para que oficialize o referido estágio”, mas que não será remunerado, pelo facto de o mesmo inserir-se no programa curricular daquela instituição do ensino superior.

A ideia é a de contribuir para a redução do número de crianças em idade escolar que ainda se encontram fora do sistema normal de ensino em toda a província da Huíla, que conta com 14 municípios, sendo o mais recente o de Cacula. “Vamos acertar com o Gabinete Provincial da Educação, para termos o número exacto das escolas que precisam de professores e de que disciplinas para podermos, então, direcionar os estudantes finalistas”, afirmou José Alexandre.

Esclareceu que o estágio faz parte da defesa de monografia, já que o mesmo se enquadra na grelha curricular do ISCED. Este processo será feito em todos os anos lectivos, para que os estudantes do Instituto Superior de Ciências de Educação possam aprender em ambiente escolar a sua profissão.

Esta medida, de acordo com o entrevistado, vai fazer com que os estudantes aprendam em ambiente escolar a compreender melhor o que encontrarão no futuro. Este estágio permitirá, também, que o estudante seja acompanhado por um outro professor experimentado e pelo director da escola onde estiver colocado, e no fim do ano deverá apresentar um relatório.

Durante o ano lectivo passado, mais de 100 mil crianças em idade escolar ficaram fora do sistema normal de ensino em toda a província da Huíla, devido à falta de salas de aulas e de professores, segundo dados oficiais do Gabinete Provincial da Educação da Huíla.

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