Leilão de Diamantes-brutos com nova modalidade de comercialização

Teve início ontem , Segunda-feira 28, o primeiro leilão de diamantes-brutos, que contará com sete pedras especiais e uma nova plataforma de licitação online, em substituição aos envelopes convencionais.

Na 1ªsecção do leilão que decorreu em Luanda e em que participam 40 empresas, a maior pedra leiloada teve um peso de 114,94 quilates, enquanto a menor 43,25. Aberto oficialmente ontem, o leilão vai decorrer de 29 (hoje) até ao dia 31 do mês em curso, altura em que vai acontecer o apuramento dos resultados das licitações por cada pedra, validação dos resultados e informação aos candidatos vencedores. A nova plataforma tecnológica foi desenhada e desenvolvida pela empresa Sodiam e não permite que os concorrentes tenham acesso às licitações. Cada empresa terá acesso apenas aos seus dados. O instrumento vai permitir o acesso remoto online e registo da empresa, por código de identificação de usuário (username) e senha fornecida via email a cada participante.

Durante a conferência de imprensa de apresentação do leilão, o presidente do Conselho de Administração da Ediama, Ganga Júnior, referiu que “o mais importante é a mudança no sistema de comercialização de cariz internacional, pois os critérios usados anteriormente causavam prejuízos não inferiores 300 milhões de dólares ano”. Ganga Júnior realçou ainda que “os impostos não eram arrecadados. Grande parte das empresas tinham muitas dificuldades em lidar com a situação”. O gestor lembra ainda que o país possui potencialidades e a questão da comercialização chegou a ser um factor impeditivo ao desenvolvimento do sector. Afirma que num futuro próximo será difícil falar de diamantes sem mencionar o nome de Angola. “Com a nova política de comercialização e transparência, teremos lucros que vão ajudar o desenvolvimento do país no domínio da mineração”, explica.

E sobre o número de empresas que participam no leilão, o responsável frisou que não havia mais tempo a perder, uma vez que as firmas precisam de manter um fluxo regular de caixa para cobrir as despesas operacionais que têm. Ganga Júnior fez saber que a produção a ser leiloada no dia 31 é referente ao mês de Agosto de 2018. “Em situação normal já seria vendida e protelar a realização do leilão mais tempo seria penalizar as empresas sobretudo da Lulo”, explicou. Em termos percentuais, refere, com a venda dos diamantes os valores arrecados pelo Estado são definidos (a taxa royalty tem de ser garantida) a 5% e a questão do imposto industrial antecipado na ordem dos 25%. Do ponto de vista global, fazendo referência às empresas produtoras de diamantes, as contribuições fiscais ficaram na ordem dos USD 250 milhões em 2019. “Estimamos ter uma contribuição fiscal, no presente ano, na ordem de USD 1.3 mil milhões”, estimou.

Seis leiloes durante o ano

Por sua vez, o PCA da Sodiam, Eugénio Bravo da Rosa, considera um passo importante, quer em termos da divulgação internacional de Angola a nível da indústria, quer em termos da convicção, o que as pessoas passarão a ter no que diz respeito a um novo marketing. “A nível da comercialização é um passo significativo no sentido de mostrar aos diferentes mercados que não é só discurso, pois o leilão que está a decorrer vai colocar Angola no mapa dos diamantes de forma diferente ”, avançou. Para o responsável, o processo para futuros leilões exige a consciência de que existem três grandes playlers do mercado que desenvolvem sites regularmente, porém, a intenção é enquadrar várias sessões ao longo do ano. O representante da Lucapa Diamonds, Stephen Wetewall, manifestou- se satisfeito com o número de empresas participantes no primeiro leilão de diamantes em Angola.

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