Manuel Nunes Júnior defende aumento das compras internas

pricomprar menos no estrangeiro, proteger o empresariado nacional e aumentar a produção nacional são os desafios que o Executivo renova. Com este objectivo, foi definida uma lista com 54 produtos )

Começou ontem, Segunda- feira28, o ciclo de palestras sobre “As Medidas de Apoio ao Aumento da Produção Nacional”. No discurso de abertura, o Ministro de Estado e do Desenvolvimento Económico e Social, Manuel Nunes Júnior, referiu que “se uma economia não produzir bens e serviços não tem fluxos monetários”, afirmou. O governante diz que a base de qualquer economia é a produção de bens e serviços e fluxos monetários e financeiros. Segundo ele, estando a confiança dos agentes económicos no mercado é o momento para desconcentrar as criações de condições de promoção de competitividade das empresas, com o intuito da produção nacional.

“O papel fundamental deve ser desempenhado pelo sector privado, que terá de constituir- se como verdadeiro motor do crescimento económico do país”, considerou. Salientou que o papel do Estado é regular e proporcionar as condições de estabilidade macroeconómica, taxas de juros e taxas de inflação aliadas com o objectivo do crescimento económico, infra-estruturas básicas de apoio à produção, conhecimento científico e tecnologia, respeito e protecção da propriedade privada, reconhecimento da terra, concorrência dos agentes económicos, celeridade da justiça, existência de Instituições fortes e credíveis e garantir que haja simplicidade na constituição de empresas e credenciamento das actividades económica.

Para Manuel Nunes Júnior, aumentar a produção nacional constitui um imperativo nacional, defendendo que só com o aumento da produção nacional será possível o crescimento do número de empregos, e aumentar o rendimento das famílias angolanas. “Temos de trabalhar para aumentar o número de empregos e fazer crescer a economia nacional”, explica. Entre 2016 e 2017, avança o ministro de Estado, o valor médio das importações de bens da cesta básica rondou aos USD 1.5 mil milhões, sem incluir os serviços de transporte. Os dados permitem constatar que bens tais como o arroz, a fuba de milho, farinha de trigo, óleo alimentar e o óleo de palma, são os produtos com mais peso nas importações que corresponderam a 60% das importações em 2016. No mesmo ano, prosseguiu, foram importadas 850 mil toneladas de carne de frango, correspondendo a uma despesa de 450 USD milhões.

“Foram seleccionados 54 produtos nacionais. Pretende-se aumentar a quota. Estão incluídos produtos como o açúcar e derivados, carne de porco e derivados, arroz, farinha de trigo, massa esparguete, milho, sabão azul, óleo de palma e girassol, cerveja, sumos, refrigerantes e ovos”, enfatizou. Em relação aos referidos produtos, disse, “temos de proteger os empresários nacionais. As grandes compras públicas de Defesa e Segurança devem ser feitas tendo como prioridade a produção nacional. Esta medida contribuirá para a dinamização da produção nacional, tendo em conta o peso das compras dos órgãos de Defesa e Segurança”, realçou.

PRODESI nas contas

No âmbito do PRODESI foi a provado o aumento da produção nacional, sobretudo em termos de bens de consumo da cesta básica. Precisamos de passar para acções concretas com vista a dar satisfação a este grande imperativo nacional. A elaboração deste instrumento contou com a participação de vários empresários e as associações empresariais mais representativas do país. “Numa primeira fase, queremos ser auto- suficientes no que respeita a produção alimentar. Temos de deixar de importar alimentos de amplo consumo popular a nível doméstico”, reiterou.