Carta do leitor: FMI vai arrastar Angola até ao sufoco e os preços vão subir até ao ponto de nos revoltarmos

Saudações, director do Jornal OPAíS, desde já agradeço a oportunidade e o espaço concedido. Ilustre gostaria de manifestar a minha indignação sobre as medidas e efeito do Fundo Monetário Internacional (FMI) em Angola.

POR: Vivaldo Sachindeca, Talatona

Temos ouvido palavreados bonitos sobre a forma como nos foi cedido o empréstimo, mas do outro lado da medalha nada se diz. Faz parte das políticas do FMI a exigência de que o Estado deve gastar muito menos do que arrecada para que possa pagar as dívidas, mas esquecem-se de olhar para o povo, apenas pressionam os Estados sob pretexto de organização dos processos e transparência nos actos administrativos. O que na verdade constatamos é apenas aumento espiral do desemprego, aumento da taxa de inflação, obrigando a população a fazer mais furos nos cintos, e isso é um facto comprovado por outros países que recorreram ao FMI. Agora há prenúncios da subida do preço do BI, certidão e outros documentos básicos, inclusive do combustível e transportes públicos o que irá aumentar o preço dos táxis privados sem esquecer a implementação de vários impostos. Será que teremos um reajuste salarial proporcional aos preços a serem praticados? Penso que é chegado o momento para nos questionarmos se o FMI será garantia de estabilidade ou receita para o fracasso das políticas e dos objectivos apresentados pelo Estado dentro do seu programa de governo! O certo é que aumentam as desigualdades e dificuldades em todo o pais, e cada vez mais se reduz o poder de compra do cidadão e sempre que se fala em reajustes salariais aumentam os preços dos bens e serviços, uma situação que frusta o cidadão. O FMI vai arrastar a nossa nação até ao sufoco e os preços dos alimentos, água, gás, entre outros vão subir de forma a que os mais pobres vão criar revoltas. Estamos cansados com essas políticas de governação. O Estado devia pensar melhor antes de se juntar com FMI, porque nós seremos muito prejudicados.

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