Detidos engenheiros que atestaram segurança da barragem de Brumadinho

Segundo o último balanço das autoridades, 65 pessoas morreram na sequência da ruptura da barragem de Brumadinho, no Estado de Minas Gerais. Há 279 desaparecidos Dois engenheiros que atestaram a segurança da barragem do Brumadinho, no estado de Minas Gerais, que colapsou na passada Sexta-feira, foram esta Terça-feira detidos, avança o site de notícias da Globo. Estão em prisão temporária, com validade de 30 dias. Nesta operação policial foram ainda detidos três funcionários da empresa mineira Vale, responsáveis pelo licenciamento da barragem, escreve a Folha de São Paulo.

Os mandados de prisão foram emitidos pela Justiça Estadual de Minas Gerais no Domingo. As detenções ocorreram no Estado de São Paulo e em Minas Gerais. Os engenheiros Makoto Namba e André Yum Yassuda foram detidos na cidade de São Paulo, levados para a sede da Polícia Civil e deverão ser encaminhados para o Estado de Minas Gerais, onde ocorreu a ruptura da barragem. Após a detenção dos dois engenheiros, a Vale fez saber, em comunicado, que está a colaborar com as autoridades para o apuramento dos factos relacionados com a ruptura da barragem. Os investigadores estão a avaliar a veracidade dos documentos técnicos, elaborados por subcontratadas pela empresa mineira Vale, que garantiam a segurança da barragem 1 da Mina do Feijão, em Brumadinho, cujo colapso fez, pelo menos, 65 mortos, de acordo com o último balanço das autoridades. Há 279 desaparecidos. Na Sexta-feira, a ruptura da barragem da empresa de mineração Vale no município de Brumadinho, na região metropolitana da cidade brasileira de Belo Horizonte, causou uma avalanche de lama e resíduos minerais.

Empresa esteve envolvida na ruptura de uma outra barragem Privatizada pelo Governo brasileiro em 1997, a Vale é uma das maiores empresas do Brasil e uma das principais mineradoras do mundo, com operações em mais de 30 países. Além de ser a maior exportadora mundial de ferro, é uma das principais produtoras de níquel e outros minerais, como potássio e cobre e é considerada uma empresa estratégica pelo Governo brasileiro, que tem o controlo de uma parte substancial das acções com direito a voto. A empresa já esteve envolvida há três anos numa outra catástrofe semelhante ocorrida numa das minas da sua subsidiária Samarco no Estado de Minas Gerais, na cidade de Mariana, na qual morreram 19 pessoas após a ruptura de uma outra barragem.

Governos enviam mensagem de condolências

O Presidente angolano, João Lourenço, enviou na tarde de Segunda- feira uma mensagem de condolências e de solidariedade ao povo e ao seu homólogo brasileiro, Jair Bolsonaro, lamentado a morte de cidadãos na tragédia de Brumadinho, por seu lado, o Governo português enviou esta Terça-feira, igualmente, uma mensagem de condolências e solidariedade às autoridades e povo brasileiros na sequência da ruptura da barragem em Brumadinho, estado de Minas Gerais, que causou pelo menos 65 mortos. Em comunicado, o Ministério dos Negócios Estrangeiros (MNE) salienta que o “Governo português está a acompanhar com grande consternação e profundo pesar as notícias sobre o trágico acontecimento ocorrido em Brumadinho, no Estado de Minas Gerais, com muitas vítimas mortais e ainda um grande número de desaparecidos”. O Presidente de Portugal, Marcelo Rebelo de Sousa, já tinha enviado no Sábado uma mensagem de condolências e solidariedade ao Presidente do Brasil, Jair Bolsonaro.