GMA rejeita qualquer hipótese de passar à tutela do Estado

Apontada pelo jornal português Expresso como sendo uma das empresas que poderão cair na esfera do Estado angolano, por, alegadamente, ter benefiaciado de fundos públicos não devolvidos, uma fonte da empresa Grandes Moagens de Angola (GMA) rejeitou esta possibilidade porque a sua instituição celebrou um contrato de mútuo com o Banco de Desenvolvimento de Angola que vem sendo honrado. Idealizada em 2015, no mesmo ano em que os seus accionistas celebram um contrato com o Banco de Desenvolvimento de Angola, informações avançadas a este jornal indicam que a Grandes Moagens beneficiou desde aquela altura de um crédito de 68.003.930 dólares norte-americanos.

Na altura, de acordo com o câmbio em curso, o montante em empréstimo estava cifrado em 8.840.062.74, 62 (oito mil milhões, oitocentos e quarenta milhões, sessenta e dois mil, setenta e quatro Kwanzas e sessenta e dois cêntimos de Kwanzas). O referido montante tinha como objectivo o financiamento da implementação de uma unidade industrial de transformação e processamento de trigo em Luanda, com um período de carência de 24 meses. ‘As Grandes Moagens vêm honrando pontualmente o cumprimento das suas obrigações junto do Banco de Desenvolvimento de Angola (BDA) e, de acordo com o plano financeiro de amortizações, a próxima prestação vence no dia 3.2.2019’, contou uma fonte da moageira, acrescentando que ‘por aqui se vê que a ‘GMA estabeleceu, à semelhança de muitas outras empresas, uma relação comercial com o BDA, que, apesar de ser de capitais públicos, contratualizou como tem feito e fez com outras empresas’.

‘A GMA desmente categoricamente a notícia do jornal Expresso e manifesta a sua total disponibilidade para esclarecer a verdade dos factos’, realçou a fonte. Com um período de carência de dois anos, depois do acordo de financiamento rubricado a 22 de Julho de 2015, o Banco de Desenvolvimento de Angola disponibilizou o financiamento no dia 31 de Dezembro de 2017, apurou OPAÍS. O empréstimo será pago em 42 tranches, entre os anos de 2018 e 2027, com quatro prestações anuais de 511.908.790, 48 Kwanzas. Começou a ser pago no dia 3 de Fevereiro de 2018. No último ano de pagamento, isto é 2028, serão pagas apenas duas tranches, respectivamente nos meses de Fevereiro e Maio. ‘Como se pode ver, não temos qualquer incumprimento, todas as prestações até à data foram pagas’, rematou.

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