Jogo Maria

O que está a acontecer em Angola vai fi car na história como um período muito mau da nossa política e das nossas elites, apesar do esforço presidencial para puxar por uma imagem diferente. Já são indisfarçáveis a luta sem quartel, o atado de vinganças sem sentido e a “rasteirice” com que se atacam. Quando era miúdo, naqueles jogos da bola sem fi m, se os mais velhos estivessem a perder decretavam o “jogo maria”, e valia tudo, sem qualquer tipo de regras e sem piedade alguma. Estamos nisso. As redes sociais e alguns jornalistas prestam-se ao serviço, de assassinatos de carácter, com ódio, não bastando atingir, é preciso destruir a imagem e a família. A guerra chegou à economia, com empresas e nomes a serem jogados como bolas de farrapos, nem o nome do Presidente da República é poupado. A instabilidade campeia em muitas empresas, supostamente na mira da máquina governamental, como se ao Estado interessasse destruir empregos e a economia. Mas estão mesmo a atingir a economia, ninguém investe num país assim, só o ódio não permite ver. Enquanto prospera a estupidez, milhares perdem empregos, empresas perdem negócios, o desespero se instala e desce a fé nos políticos, nas empresas e até no sistema de inteligência. Não é à toa o chorrilho pelo passaporte, toda a gente o quer para poder ir-se embora, percebam isso.

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