Negócios da madeira rende USD 19 milhões em três meses

O negócio foi feito pelos operadores económicos que actuam no ramo madeireiro. O Entreposto localizado no município de Icolo e Bengo, província de Luanda, recebe toros de madeira vindo de várias regiões do país

POR: Iracelma Kaliengue

Implantado numa área de 26 hectares e com capacidade para acolher 300 mil metros cúbicos de madeira por ano, a actividade do Entreposto de madeira de Luanda é considerada rentável. Após a visita efectuada ontem por uma equipa multi-sectorial, Manuel Júnior Nunes disse que a madeira é um recurso importante para o país e um dos produtos mais procurados para exploração, tendo em conta a sua grande utilidade. O ministro de Estado e do Desenvolvimento Económico e Social avançou que “em três meses foi possível a exportação de diferentes espécies de madeira de que resultaram 19 milhões de dólares que entraram no país por via dos bancos comerciais”.

Manuel Nunes Júnior disse ainda que mesmo que Angola tenha madeira com alguma abundância, é necessário redobrar os cuidados com a organização, produção e a sua comercialização para que se obtenham maiores rendimentos nos processos em termos financeiros e se garanta a componente do emprego dentro daquilo que são o objectivos do Estado. Afirmou que as estruturas servem de ponto de concentração de produtos para a comercialização, garantem maior segurança e controlo daquilo que é produzido internamente, tanto o que fica para consumo como o que é exportado.

Lembrou que o foco é a diversificação da economia, tendo declarado que “os entrepostos constituem elemento importante na cadeia de valor e vão contribuir para aquilo que é a realização dos programas que visam aumentar a base de produtos exportáveis a nível nacional. Por seu turno, o ministro da Agricultura e Florestas, Marcos Alexandre Nhunga, disse que a visita produziu resultados satisfatórios, mas garante que muito ainda há por fazer. Afirmou que a visita ao entreposto de Luanda, localizado em Maria Teresa, município do Icolo e Bengo, representa um instrumento do sector da agricultura para o comércio, facilita as actividades de fiscalização e inspecção da madeira e outros produtos florestais que os diferentes produtores pretendam exportar. “Temos muita madeira de qualidade e há um interesse mundial na exploração e na utilização da nossa madeira.

É por esse facto que devemos estar organizados”, disse Explicou que a exportação da madeira e de outros produtos florestais deve ser feita através dos Entrepostos de Produtos Florestais tendo confirmado que não está vedada a qualquer empresa de direito angolano, detida quer por cidadãos nacionais ou cidadãos estrangeiros, desde que as empresas exportadoras cumpram os procedimentos de exportação e as normas técnicas e legais estabelecidas pelo Regulamento Florestal. Explicou ainda que a gestão dos Entrepostos compete ao Estado, através do Ministério da Agricultura e Floresta e reafirmou o compromisso de trabalhar para o desenvolvimento sustentável do sector florestal de forma eficiente, em benefício da economia, das empresas nacionais e das famílias, sem comprometer a preservação do ambiente para as gerações futuras.

Construção do ramal para o entreposto

Por outro lado, o ministro dos Transportes. integrante da equipa que visitou o entreposto, garantiu apoio na melhoria do transporte para facilitar a execução dos trabalhos do entreposto de Luanda. Com efeito, Ricardo de Abreu anunciou a abertura de um ramal ferroviário que vai ligar as instalações do entreposto. Afirmou que o entreposto está alinhado às estruturas dos transportes, particularmente do caminho- de-ferro. “Achamos que faz todo sentido aumentar a capacidade de transportação do Caminho-de-ferro de Luanda de forma a garantir também mais receitas para o CFL”, enfatizou.

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