May entra em rota de colisão com UE sobre Brexit

A primeira-ministra do reino Unido, Theresa May, entrou em rota de colisão com a União Europeia (EU) ontem, Quarta-feira, 30, depois de parlamentares terem exigido que ela renegocie o acordo do Brexit, quando os outros membros do bloco disseram que não reabrirão a conversa

faltando menos de dois meses para o Reino Unido ser forçado por lei a deixar a UE, investidores e os aliados estão a tentar avaliar se a crise do Brexit terminará numa separação caótica, um adiamento ou, até mesmo, sem uma separação. Duas semanas depois de rejeitar o acordo do Brexit de May numa votação pela maior margem de diferença da história britânica moderna, o Parlamento exigiu que a primeira-ministra volte a Bruxelas para substituir o chamado “backstop” irlandês, uma apólice de seguro concebida para evitar a reinstalação de uma fronteira dura entre a Irlanda, um Estado-membro da UE, e a Irlanda do Norte, uma província britânica.

“Existe um apetite limitado para tal mudança na UE, e a negociação não será fácil”, disse May aos parlamentares após a votação de 317 votos a 301 em apoio ao novo plano, que teve o aval do influente parlamentar conservador Graham Brady. “Concordo que não deveríamos sair sem um acordo. Entretanto, simplesmente opor-se a não termos um acordo não é o suficiente para impedi-lo”, disse a primeira-ministra, inicialmente uma opositora do Brexit que conquistou o cargo no caos desencadeado pelo referendo de 2016. May disse que buscará “mudanças legalmente vinculantes” no pacto de separação que acertou em Dezembro com a UE depois de dois anos de negociações tortuosas.

Essencialmente, ela tentará conseguir um acordo de última hora usando uma ameaça implícita de um Brexit sem acordo com os outros 27 integrantes do bloco, cuja economia combinada é cerca de seis vezes a do Reino Unido. A resposta das capitais europeias foi curta e grossa. A França, o segundo membro mais poderoso da UE, disse que não pode haver renegociação e exigiu uma proposta britânica “crível”. O presidente do Conselho Europeu, Donald Tusk, disse que o acordo de saída não está aberto a uma renegociação. A Alemanha ainda não se manifestou publicamente. A libra, que foi negociada a 1,3190 dólar antes da votação parlamentar, caiu mais de um centavo e estava a ser negociada a 1,3080 dólar nesta Quarta-feira.

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