Director nega encerramento do Hospital Regional de Cafunfo

O director do Hospital Regional do Cafunfo, na Lunda-Sul, André decide, desmente, em declarações a oPAíS, o encerramento desta unidade pelos enfermeiros, depois de uma confusão gerada em torno da morte de um paciente (filho do comandante da Polícia local, identificado por António neto Lemos)

André Decide disse que não passam de comentários falsos informações de que António Neto Lemos agrediu o enfermeiro Moisés Cef Tchikanha por supostamente não ter cuidado como devia do seu filho que deu entrada dias antes na unidade. Considerou ainda infundadas as infoção de que por via disso os demais técnicos de saúde, em gesto de solidariedade com o colega, paralisaram as suas actividades. O responsável disse que o Hospital não fechou as portas em nenhum dia, realçando que ouve “incompreensão e ignorância” por parte do oficial da Polícia que “duvidou dos nossos serviços e fez uma queixa por entender que não lhe foi prestado o serviço desejado”.

Segundo André Decide, o comandante da Polícia fez uma queixa contra o Hospital Regional do Cafunfo, um procedimento que entende ser normal por parte de todo o cidadão que sinta que não foi atendido condignamente. Acrescentou que os órgãos de justiça do Município do Cuango tomaram as diligências e concluíram que não havia problema algum. Entretanto, segundo a Voz da América (VOA), tudo começou no Domingo, quando o superintendente António Neto Lemos, comandante da Polícia no município do Cuango, levou o seu filho ao Hospital Regional do Cafunfo, onde viria a falecer. O comandante e a esposa terão, então, supostamente, espancado os enfermeiros em serviço e detido Moisés Cef Tchikanha, que esteve envolvido no tratamento do filho.

“O filho do comandante deu entrada no hospital e não reagiu aos cuidados médicos, faleceu, então ,o comandante e esposa espancaram os enfermeiros e mandaram deter o colega, que estava a cuidar do filho do comandante”, denunciou o enfermeiro Abel Afonso, citado pela VOA. Segundo a Polícia local, a detenção do enfermeiro serviu apenas para esclarecer o que aconteceu. Já o procurador-regional do Cuango, António Patrício Diogo Cândido, disse ter tomado conhecimento do assunto. “Recebi um processo com indicações que diz o que terá passado no hospital com o filho do comandante. O processo está em instrução. É o que lhe posso informar”.

error: Content is protected !!