Ministro da Administração do Território defende estabilização da economia nacional

O ministro da Administração do Território e Reforma de Estado (MAT), Adão de Almeida, disse ontem, em Cabinda, que passados 58 anos do início da luta armada, hoje, os desafios passam por estabilizar a economia nacional e melhorar os índices macro-económicos para que ela volte a crescer

Adão de Almeida, que falava no acto político do 58º aniversário do início da luta armada de libertação nacional, sublinhou ser necessário diversificar a economia. “Precisamos de diversificar a nossa economia para que ela não seja dependente do petróleo. Precisamos de aumentar a produção nacional, diminuir a dependência da importação de produtos que podemos produzir no país e diversificar as nossas exportações”, disse.

Segundo o governante, o que o país mais precisa neste momento é de melhorar as condições para a atracção do investimento privado, para que os angolanos invistam em Angola e os estrangeiros vejam o nosso país como um lugar atractivo para fazer negócios. “Só assim teremos um sector privado forte, capaz de criar emprego para os angolanos e cada um de nós viver e sustentar a sua família com dignidade”, justificou.

Lutar contra a fome e a pobreza Depois de destacar a importância da luta de libertação nacional, que culminou com a proclamação da Independência Nacional, a 11 de Novembro de 1975, tendo em conta os diferentes desafios dos novos tempos, também, disse ser necessário lutar contra a fome e a pobreza.

Adão de Almeida disse ainda ser necessário erradicar o analfabetismo e garantir um ensino universal e de qualidade, para vencer o desafio de assegurar o acesso a cuidados de saúde de qualidade, de aumentar gradualmente o número de médicos no sistema nacional de saúde e de investir mais na sua qualidade.

A luta armada

Os acontecimentos do 4 de Fevereiro de 1961, segundo o ministro, não representam apenas um acontecimento passado, mas uma verdadeira herança e um conjunto de lições para o nosso presente e para o nosso futuro. Acrescentou que este passado “nos orgulha, um presente que nos chama a todos e um futuro que se espera risonho. Temos um passado que nos inspira, um presente que exige suor e um futuro que nos orgulhará de pertencermos a esta nossa bela Pátria angolana”, disse.

Adão de Almeida afirmou que a geração da libertação nacional soube interpretar os desafios do seu tempo, cumprir o seu papel, “ sonhou, lutou e conquistou, encontrou dificuldades e superou-as”, afirmou. Recordou que a nossa história está repleta de exemplos de bravura, de estoicismo, de coragem e de determinação, realçando que o 4 de Fevereiro de 1961 é um desses momentos marcantes e indeléveis que “o nosso povo regista, reconhece, honra e valoriza”.

“A história do nosso povo tem no seu percurso a dor insuportável que foi suportada, o sangue que derramou, mas não esgotou e o luto que não nos matou. A nossa história tem no seu percurso resistência, bravura e vitória”, destacou.

Heroísmo e patriotismo

De acordo com o governante, a história do nosso país regista nas suas douradas páginas os nomes dos seus heróis, sendo alguns conhecidos e outros nomes, entre mulheres e homens, do Norte, do centro e do Sul, dos vários movimentos de libertação nacional, e de diferentes crenças religiosas.

No seu discurso, o ministro falou ainda sobre a importância do patriotismo, que, segundo ele, “não se faz Pátria sem patriotismo e sem patriotas”. Adão de Almeida sublinhou que “se o patriotismo não imperar entre nós, talvez sejamos um conjunto de pessoas que partilham o mesmo território, mas nunca seremos uma Pátria, nem tão pouco alcançaremos os nossos objectivos colectivos”, alertou.

Durante o seu discurso, o ministro da Administração do Território e Reforma de Estado, defendeu, também, a moralização da sociedade, e “que todos e cada um de nós encare a coisa pública como um bem colectivo, de toda a gente, que deve ser bem cuidado e utilizado em Início da Luta Armanda de Libertação nacional benefício de todos”.

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