Burla Tailandesa: Celeste de Brito nega que tailandês pretendiam pedir dinheiro ao Estado

A empresária e pastora angolana celeste de Brito refutou ontem, no Tribunal Supremo, a acusação segundo a qual os seus sócios tailandeses, liderados pelo alegado bilionário tailandês raveeroj rithchoteanan, pretendiam pedir dinheiro ao estado angolano. declarou que a delegação tailandesa vinha investir em projectos sociais e humanitários a serem implementados em angola e em acções do género não se pede dinheiro ou garantia.

O advogado Sérgio Raimundo recorreu ao acordo de Intenção para a Tramitação de Proposta de Investimento, assinado no dia 1 de dezembro de 2017 por Norberto Garcia, na qualidade de director da extinta Unidade Técnica para o Investimento Privado (UTIP), raveeroj rithchoteanan, pela centennial energy (thailand), e a empresária celeste de Brito, pela sua empresa, na qual consta que o investimento não terá qualquer ónus para o estado, para ouvir esclarecimentos da arguida. “onde e como entrariam os 50 mil milhões de dólares do estado?”, questionou o causídico.

Celeste de Brito respondeu que não fazia sentido a pergunta e que só está nessa situação porque o seu povo não a compreendeu. Sérgio raimundo interrompeu- a, advertindo que devia responder simplesmente às questões que lhe seriam colocadas, sem fazer política. esclareceu-lhe ainda que a pergunta faz tanto sentido que a acusação do Ministério Público faz referência que ela e os demais arguidos, dos quais quatro angolanos, quatro tailandeses, um eritreu e um canadiano estão a ser acusados de tentarem burlar o estado angolano com um isco de 50 mil milhões de dólares.

Todavia, celeste de Brito esclareceu que o investimento é por conta e risco do investidor. Baseando-se na experiência da arguida em alta finança que demonstrou em tribunal, o causídico pediu-lhe que esclarecesse a diferença entre investimento e financiamento. a arguida respondeu, de forma pausada para facilitar ao escrivão encarregue de consignar as suas declarações na acta, que o investimento é um negócio em que o investidor aplica o seu dinheiro para beneficiar de lucros, ao passo que o financiamento é um crédito em que se exige sempre algum colateral ou garantia. ou ainda juro e reembolso em um determinado período. em função dessa resposta, Sérgio raimundo questionou-a sobre o que é que os dois parceiros tailandeses pretendiam fazer no nosso país, ao que ela respondeu peremptoriamente tratar-se de um ‘investimento’.

Em defesa do general Arsénio a arguida esclareceu ainda que o general josé arsénio Manuel, presidente da cooperativa ondjo Yetu, afecta às Forças armadas angolanas, não participou e não esteve na origem das cartas convite que a direcção da UTIP emitiu a favor da delegação de tailandeses para virem ao país. disse que o general, enquanto pessoal singular, é seu sócio na empresa Natrabank, razão pela qual lhe comunicou a vinda da delegação tailandesa e o convidou a estar presente no aeroporto 4 de Fevereiro, para os receber no dia 27 de Novembro de 2017.

A arguida esclareceu ainda que aquela não foi a primeira vez que o convidou para actos do género pois, como o general, e arsénio era uma pessoa da sua confiança e a quem recorria para receber conselhos, esteve presente em outras ocasiões em que recebera delegações de potenciais investidores. Sérgio raimundo recordoulhe as declarações prestadas pela depoente na Quinta-feira, segundo a qual, o BNI e a centennial energy (Thailand) company fingiam que estavam a fazer o seu trabalho, enquanto o general arsénio gastava o seu dinheiro desnecessariamente porque o banco, na pessoa do edson Matoso, garantiu que teriam os 50 mil milhões de dólares em angola em 45 dias.

Ao aperceber-se que a arguida recordava na perfeição, indagou- lhe se podia esclarecer ao tribunal como chegou a essa conclusão. celeste de Brito recusou responder, alegando que em relação à cooperativa das Faa nada poderia dizer por essa ter um consultor internacional com um nível superior ao dela.