Atletas do ASA em greve

Os atletas do Atlético Sport Aviação (ASA) reclamam junto da direcção oito meses de salário, bem como o prémio de regresso ao Girabola Zap 2018/2019, depois da descida em 2017

Os jogadores do Atlético Sport Aviação (ASA), décimo primeiro com 15 pontos no Girabola Zap, estão em greve por falta de salário há oito meses. Os atletas reclamam também o prémio da ascensão ao Campeonato Nacional, feito conseguido no ano passado. Por isso, decidiram retomar os trabalhos somente quando a situação financeira de todos for desbloqueada. A paralisação dos trabalhos, na formação aviadora, caso não se resolva o problema atempadamente, pode colocar em risco a segunda volta do Campeonato Nacional. Os atletas alegam que terminou o período de graça, uma vez que as promessas da direcção presidida por Adriano Agostinho, continuam moribundas.

Pelos condicionalismos financeiros, os jogadores não sabem como custear as despesas no seio da família. Fontes deste jornal adiantaram que a direcção do ASA continua à espera das verbas para suportar as despesas no Girabola Zap. Além dos jogadores, a equipa técnica e o pessoal administrativo também não recebem salários faz tempo. A cabimentação de verbas, por parte da Taag e outras empresas do sector dos transportes, tem sido um fracasso. As razões de fundo são desconhecidas, mas nos próximos dias vai criar-se uma comissão para aferir o passivo do ASA enquanto agremiação desportiva. A equipa sénior masculina de basquetebol também se encontra na mesma situação, mas há seis meses sem ver o ordenado.

O técnico Carlos Dinis disse aos órgãos de comunicação, esta semana, que o grupo não tinha condições para continuar. Ainda assim, venceu o Vila Clotilde por 83-61, em jogo de acerto de calendário do Unitel Basket, no Pavilhão Multiusos do Kilamba, em Luanda. A crise de gestão do ASA agudizou-se depois do mandato de Elias José, presidente de direcção ter sido reconduzido no ciclo olímpico 2016/2020. Nas eleições, nesse período, bateu nas urnas Manuela Oliveira e o Nelo Russo, candidatos cujos programas satisfariam a massa associativa aviadora. Mas ao longo do seu mandato Elias José não foi aceite e teve que ceder o lugar a Adriano Agostinho.

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