Presidente italiano encoraja João Lourenço a prosseguir com reformas em Angola

O Presidente italiano, Sérgio Mattarella, elogiou hoje o “firme impulso” da agenda governativa do Presidente angolano, encorajando-o a prosseguir as reformas e manifestando “amizade leal e apoio” de Itália.”Desejo também reiterar neste sentido o esforço extraordinário realizado pela comunidade política deste país, um esforço coroado de êxito ao qual quero prestar tributo por ultrapassar décadas de antagonismos e de guerra civil”, disse, hoje, na sede do parlamento angolano em Luanda.
Sérgio Mattarella, que discursava na reunião plenária solene por ocasião da sua visita de Estado três dias a Angola, que hoje termina, assegurou, por isso, que Angola pode contar “a qualquer momento com a amizade leal e com o apoio de Itália e suas instituições e do seu povo”.
Segundo o Presidente da República Italiana, a relação tão intensa e fecunda entre Angola e Itália, de há quatro décadas, “constitui o exemplo para o diálogo que o seu país deseja estabelecer com toda a África”.
Sérgio Mattarella, primeiro estadista estrangeiro a discursar na nova sede do parlamento angolano, inaugurada em 10 de novembro de 2015, referiu também que Angola realizou um “caminho desafiador de reconciliação e paz” que deve “constituir exemplo” para os países da região.
“No caminho da intensificação das relações com o continente africano, a Itália e a União Europeia contam com a interlocução dos países que, como Angola, realizaram um caminho desafiador de reconciliação e paz, de crescimento económico e avanços sociais”, indicou.
Para o Presidente italiano, Angola constitui uma “encruzilhada estratégica” das ligações entre a Europa, África e Ásia e desempenha “um papel importantíssimo para o fortalecimento da estabilidade e da segurança” da África Austral e dos Grandes Lagos.
Os laços de amizade e cooperação entre Angola e Itália datam desde da independência de Angola, em 1975, tendo este país sido o primeiro da Europa a reconhecer a independência do Estado angolano.
Mattarela assinalou na sua intervenção os valores culturais angolanos, nomeadamente os escritores angolanos Artur Pestana Pepetela, Ana Paula Tavares e Agostinho Neto, primeiro Presidente angolano, considerando-os “ilustres contribuintes para o património da cultura universal”.
Olhando para o potencial económico de Angola, sobretudo “as maravilhas naturais e seus vestígios (…) “, o Presidente italiano perspetivou colaborações em setores com potencialidades, extraordinárias, como a “agroindústria, as energias renováveis o setor manufatureiro e o turismo”.