Agricultura em risco no cuangar

A falta de chuva que se verifica actualmente no município do Cuangar, que fica a mais de de 300 quilómetros de Menongue, capital do Cuando Cubango, pode comprometer a campanha agrícola 2018/2019, informou o director do Gabinete Municipal da Agricultura, Alberto Hossi Alberto Hossi disse que o fenómeno da estiagem impossibilita o processo de lavoura devido à falta de humidade nos solos, provocada pela privação de chuvas. Segundo informou, em função desta realidade preocupante, a população local receia pela fome e perda de culturas, uma vez que os camponeses só começaram a lançar sementes na terra no mês de Dezembro de 2018.

Considerou que a seca prejudica as culturas do milho, massango e massambala, tendo referido que, em função de avaliação, no Cuangar está comprometida a campanha agrícola para as culturas mencionadas. De acordo com o responsável, este facto condiciona negativamente a produção agrícola na primeira época. Informou que os técnicos da agricultura estão engajados em sensibilizar as famílias camponesas no sentido de aproveitar o cultivo das baixas, para que através da humidade existente recuperem o pouco tempo que falta para a primeira fase da colheita da primeira época.

Nesta altura, as culturas que estão sendo utilizadas nas baixas são os cereais acima mencionadas: milho, massango e massambala. Em relação à campanha agrícola passada, Hossi considera que o Cuangar teve bons rendimentos na produção de cereais. O Cuangar controla 5.600 famílias camponesas, das quais 622 famílias organizadas em 18 associações de camponeses e as outras são singulares. Na campanha 2017-2018, o município registou a colheita de 750 toneladas de milho, 490 de massambala e 360 de massango, que serviram para o sustento das famílias e o excedente para a utilização em outras campanhas. Deste número, 255 mil e 50 toneladas correspondem a raízes e tubérculos, 9 mil e 226 toneladas referem-se a cereais e mil e 882 toneladas as leguminosas.

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