Benguela acolhe reunião rotativa do comité dos governadores dos bancos centrais da África Austral

A província de Benguela acolheu até ontem, Sexta-feira, 8, a reunião rotativa do comité dos governadores dos bancos centrais da comunidade dos Países da África Austral, cuja cerimónia de abertura foi orientada pelo vice-governador do Banco Nacional de Angola, Manuel tiago dias

POR: Constantino Eduardo, em Benguela

Durante os dois dias, os governadores dos bancos centrais da SADC discutiram assuntos atinentes ao desenvolvimento dos mercados financeiros, na esperança de a reunião vir a fornecer uma plataforma para o desenvolvimento económico da sub-região, sem perder de vista questões relacionadas, fundamentalmente, com o mercado livre a nível da SADC. Para o vice-governador do BNA, um mercado bem desenvolvido e eficiente desempenha um papel crucial no crescimento da economia, financiando acumulação de capital, potencialização dos recursos humanos, bem como ‘adaptação e surgimento de tecnologias inovadoras’.

Como região, segundo sustentou, a SADC pretende alcançar um patamar alto de crescimento e desenvolvimento económico. ‘Razão pela qual aqui estamos para estudar os mercados financeiros a desempenharem o seu papel de catalisadores’, sustentou o responsável. Assim, no ano de 2019, Manuel Tiago Dias deseja que o comité continue a observar, a nível regional, um maior aprofundamento financeiro com a adequação dos nossos sistemas financeiros às boas práticas internacionais, tanto no que se refere à regulamentação como a supervisão, facto que permitirá alavancar o crescimento económico e a integração regional, estabelecendo bases para a diversificação dos sectores produtivos, assim como nas parcerias comerciais dentro da sub-região.

‘Uma maior integração regional, em termos financeiros, permitirá maior resiliência a choques internacionais como a que afecta grande parte dos países africanos exportadores de matérias-primas desde 2014”, considerou o responsável, avançando, por outro lado, que a componente do sistema financeiro sob supervisão do BNA, na qualidade do banco central, se encontra num processo de consolidação em termos de reforço dos requisitos mínimos de capital e de fundos próprios regulamentares e adequação à normas e padrões internacionais de prevenção e combate ao branqueamento de capitais e/ou financiamento ao terrorismo.

Treze dos 14 países da SADC esperam partilhar experiências, de modo a fortificar o mercado financeiro na sub-região. Umaia Muhamed, director do departamento de mercado e gestão de reservas de Moçambique, diz que o seu país traz na bagagem experiências sobre o desenvolvimento dos mercados monetário e cambial e a relação entre estes. De acordo com o responsável, depois da crise que assolou o seu país, o principal desafio da banca moçambicana é o de encontrar estabilidade e as políticas macroeconómicas estão a ser dirigidas neste sentido ‘Temos um desafio de integração regional, nomeadamente das plataformas económicas, desenvolvimentos dos recursos humanos e financeiros’, pontualiza.