cuanza-norte ganha novas antenas de telefonia móvel

As torres (antenas) partilhadas vão dar mais qualidade aos serviços, reduzir custos de operações e facilitar o roaming interno e com as províncias vizinhas

Seis novas antenas de serviços de telefonia móvel foram inauguradas ontem no troço Maria Teresa N’Dalatando, num extensão de cerca de 100 quilómetros. As referidas antenas tem cada uma 60 metros de altura e capacidade de extensão de sinal até um raio de 30 quilómetros. As infra-estruturas vão satisfazer as necessidades das populações locais, como avança o ministro José Carvalho da Rocha.

Ao falar depois do corte de fita das seis primeiras torres (antenas), que contou com a presença do governador da província do Cuanza-Norte, Adriano Mendes de Carvalho, José Carvalho da Rocha sublinhou que as antenas partilhadas em funcionamento vão ajudar também a reduzir custos de operações, assim como facilitar o roaming interno.

Avançou que cada torre tem custos avaliados em cerca de USD 200 a USD 300 mil, e que as referidas antenas estão a ser adquiridas com fundos do Comité para Partilha de Infra-estruturas de Comunicações Electrónicas (INFRACOM), constituído por empresas e ministérios que concorrem para a melhorias das linhas de transporte e das telecomunicações no país.

“Essa infra-estrutura vai permitir o fomento da partilha de informação assim como a redução dos custos”, esclareceu. Por outro lado, fez saber que depois deste troço o objectivo é continuar a inaugurar outras infra-estruturas nas demais províncias do país. “Ao longo deste ano, o objectivo é levar mais serviços electrónicos para as populações”, disse Por sua vez, o governador da província do Cuanza-Norte, Adriano Mendes de Carvalho, considerou as infra-estruturas como um bem que vai ajudar os habitantes da província no processo de comunicação com outras regiões do país, bem como para o exterior.

País necessita mais de 1000 torres Por sua vez, o director-geral da Antosc, empresa construtora das antenas, Marcos Chaves, garantiu que neste momento as torres já se encontram em funcionamento com sinal da rede Unitel e posteriormente da Movicel e da Angola Telecom, assim como suportará o sinal da futura operadora global.

“As antenas instaladas têm a disponibilização de sinal em 2D (voz) e 3D (dados), colmatando assim as lacunas deixadas pelas antenas normais de cada uma das operadoras”, explicou. Por outro lado, o técnico adiantou ainda que mesmo com as já instaladas o país necessita de cerca de 1 200 antenas de partilha de sinal de telefonia móvel, para suportar até quatro operadoras globais de médio e grande porte.

Acrescentou que “uma vez que o número das pessoas que têm acesso à Internet ainda ser menos de 44%, através da partilha pode ajudar a colmatar o deficit”, considera. Quanto à partilha de infraestruturas, disse que já é uma realidade em vários países e permitirá a entrada de mais investimentos para o sector das telecomunicações. No que toca à segurança, esclareceu que há segurança pública, e electrónica da infra-estrutura.

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