Iniciativa há, mas..

Na Huíla, mais propriamente na Chibia, um empresário há muito tem dado sinais de inconformismo e vontade fazer coisas. Atirou-se a um projecto de produção de sementes, quer de milho, quer de batata, há já alguns anos. Agora fez aquilo que é suposto fazer-se: o processamento industrial de alguns produtos do campo. E não precisa de uma grande indústria, mas o sufi ciente para aproveitar e preservar a produção. Ou seja, não temos condições para colher laranjas e deixálas num armazém por dois anos, por exemplo. Estraga-se, claro. Mas, e se dela fi zermos compota? Aí a história é outra. A Fazenda Yoba está já a enfrascar geleia de laranja e mel. E já tem os produtos no mercado. Agora, imaginemos que o Estado crie condições de apoio técnico para que mais mil “yobas” façam o mesmo, com as frutas, os cogumelos (tortulho), a batata, o tomate, a carne, etc.. aí sim, poder-se-ia falar da perspectiva de redução das importações. Entretanto, o que temos agora é uma tentativa de decretar o fi m das importações de forma meramente política, como se isso gerasse produção e que ela chegasse à mesa das pessoas. O Estado que aposte em quem trabalha, que dê a necessária assistência técnica e até fi nanceira às famílias do campo. Dos que vivem no campo e do campo, e aí mudaremos tudo, longe de dar a políticos que se divertem no campo,