Editorial: Desculpas na Huíla

A escassez de água que se regista no município do Lubango, com o fornecimento a ser garantido em apenas seis horas por dia, é justificada pelo administrador executivo para a Área Técnica da Empresa Provincial de Água e Saneamento da Huíla, Edson Baptista, com a falta de chuvas neste período e a fraca “produção” do aquífero, o que pode bem ser entendido como desculpa esfarrapada e de mau pagador. O Lubango não é uma invenção de hoje, nem o aquífero e muito menos a chuva e o seu ciclo. Há cidades no mundo que situadas em desertos, quase sem águas subterrâneas, e em áreas onde mal chove, a diferença está no planeamento, na capacidade de previsão, no investimento e na busca de soluções, ainda que estas passem pelo transporte da água por vários quilómetros. Tudo o resto é desculpa sem sentido, ou a cara da preguiça e da incompetência.

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