Estranha ausência de insectos

Há dias fiz uma viagem de carro para o interior do país. Gostei de voltar a andar por aí. As estradas, apesar de tudo, algumas delas, em alguns troços, já permitem viagens algo sossegadas. Por exemplo, de Luanda ao Huambo há apenas makas entre Maria Tersa e o Dondo, em que se deve andar devagar e se perde algum tempo. Se não chover, apenas a poeira faz alguma confusão. Depois disso, é mesmo já no Waku Cungo onde se encontra outro pequeno problema, que não arrelia, porque se trata de desvios para não estragar o trabalho que está a ser feito na estrada. Ver que novo asfalto está a ser colocado até alivia o cansaço e acaba com os nervos. Mas isto é normal, estradas em obras, buracos, etc., não é o que me preocupa. O que inquieta mesmo, e porque viajei de dia e também de noite, em alguns momentos em velocidade considerável, é a ausência de insectos. Como é que se faz seiscentos quilómetros e se chega com o pára-brisas e o capot limpos? Nada de borboletas e de outros insectos a chocar de forma suicida contra o carro, atraídos pelas luzes. Nada. Não é normal. Antes pelo contrário, é alarmante. Sem insectos não há agricultura, e estou a referir-me a um percurso que atravessa áreas com grandes investimentos no campo.Que químicos usam? Que se está a passar aí? É que os insectos são importantes para a nossa sobrevivência.

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