Carta do leitor: Estar doente hoje já não é o que era ontem

POR: Francisco da silva

Caríssimos jornalistas d’O PAÍS, antes de mais agradeço o vosso jornal. Tem estado a fazer um grande trabalho. Espero que continuem com este profissionalismo, porque é a sociedade e todos os angolanos que ganham com o vosso serviço público. Sou um utente do hospital Militar Central há mais de 30 anos e o que me intriga é o facto de os serviços que esta unidade vem prestando nos últimos tempo serem manifestamente degradantes em relação ao tempo de guerra em que o atendimento aos militares era excelente para todos e a todos os níveis. Já lá vão os tempos em que fazer um chek up ou o famoso “cheque o” era sinónimo de um tratamento completo, personalizado e de luxo. dR Fazer uma consulta era um outro luxo. Mas o tempo passou e tudo mudou. hoje, na condição de reformado da FAA, é com bastante tristeza que sinto, na verdade, que os tempos são outros porque as “visitas de controlo e ajuda” afinal era o segredo da organização que o hospital Militar Central apresentava. hoje, é com bastante tristeza que vejo as farmácias desta unidade e da Clínica do Exército quase sempre sem os fármacos prescritos pelos médicos levando a que os doentes recorram ao privado. O mais grave é o facto de ser mais fácil encontrar o que precisamos fora das farmácias (porque os jovens vendedores têm-nos à fartura), do que no seu interior. Alguém tem que mudar isso, meus camaradas!

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