China diz que relato de conversa com a oposição na Venezuela é“fake news”

A china disse nesta Quarta-feira que uma reportagem de jornal que afirma que diplomatas chineses tiveram conversas com a oposição na Venezuela para proteger os seus investimentos no país latino-americano é “fake news”.

O Wall Street Journal disse que diplomatas, preocupados com projectos de petróleo na Venezuela e com quase 20 biliões de dólares que Caracas deve a Pequim, tiveram conversas em Washington com representantes de Juan Guaidó, líder da oposição que lidera os esforços patrocinados pelos Estados Unidos para destituir o presidente venezuelano, Nicolás Maduro. “Na verdade, a reportagem é falsa. É fake news”, disse Hua Chunying, porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, a jornalistas que o questionaram sobre o artigo. A maioria dos países ocidentais, incluindo os EUA, reconheceu Guaidó como chefe de Estado legítimo da Venezuela, mas Maduro continua com o apoio da Rússia e da China, assim como no controlo de instituições como as Forças Armadas.

China refuta pressão dos EUA sobre países que usam tecnologia chinesa

A China refutou a recente pressão dos EUA sobre alguns países por usarem equipamentos chineses de áreas como telecomunicação e disse que as acções norte- americanas são injustas e anti- éticas. Segundo reportagens, o secretário de Estado, Mike Pompeo, alertou na Segunda-feira os seus aliados contra a instalação de equipamentos da gigante de telecomunicação Huawei nos seus respectivos países, dizendo que isso tornaria mais difícil Washington “manter a parceria com eles”.

“Há já muito tempo que os EUA têm trabalhado incansavelmente para inventar várias razões injustificáveis e a propósito da teórica ‘ameaça da China’. Já foi apanhado em flagrante a intimidar e criar barreiras entre a China e outros países, assim como caluniou e suprimiu os direitos e interesses legítimos de empresas chinesas em busca de desenvolvimento e cooperação”, declarou a porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Hua Chunying, durante uma conferência de imprensa. O lado chinês espera que todas as partes abandonem os preconceitos ideológicos assim como a mentalidade de Guerra Fria, a fim de criar um ambiente justo, inclusivo, transparente e patrocinado para a cooperação internacional de benefício mútuo normal e amistoso, disse Hua.

Ao refutar as acções dos EUA como falta de comportamento adequado por ser uma grande potência, Hua disse que a China acredita que a maioria dos países está ciente da verdadeira intenção e da essência de intimidação pelo lado norte-americano. Hua elogiou os comentários “independentes, justos e objectivos” do ministro das Relações Exteriores e Comércio da Hungria, Peter Szijjarto, por ter refutado as preocupações dos EUA. Hua disse que a amizade e a cooperação sempre permanecerão o tema central do desenvolvimento dos laços China-Hungria e que o fortalecimento da cooperação amistosa entre os dois países não vai envolver ou influenciar nenhum outro país. Hua também expressou a convicção de que os laços China-Hungria não serão danificados nem interrompidos por outros países.

China pede aos países relevantes que deixem de manchar imagem da China na ciber-segurança

A China pediu na Terça-feira que os países relevantes deixem de tirar proveito dos casos de suposta espionagem cibernética e hacking na Internet para manchar a imagem do país e que cessem com acções e palavras que são prejudiciais aos interesses da China e às relações bilaterais. uma série de reportagens alegou que hackers que trabalham para o departamento de segurança estatal da China invadiram a rede de uma empresa de softwares da Noruega, como parte de uma operação global para roubar propriedade intelectual e segredos corporativos. “Isto não passa de uma série de acções de certos países que insistem em manchar a imagem da China”, manifestou a porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, hua Chunying, numa conferência de imprensa de rotina.

A China sempre considerou a ciber-segurança um assunto global relacionado com os interesses comuns de todos os países e que deve ser salvaguardada com esforços conjuntos por toda comunidade internacional, declarou hua. “Quem se preocupa realmente com os assuntos de ciber-segurança jamais se esqueceu do ‘Programa PRISM’, o “Equation group’ ou o ataque mundial do WannaCry, que foi causado pelo desenvolvimento de ferramentas cibernéticas ofensivas por um certo país”, indicou hua, que acrescentou que esses episódios soaram os alarmes da ciber-segurança global. Elnfatizou que o ciber-espaço é altamente virtual, difícil de rastrear e é composto por uma comunidade diversificada.

“É preciso investigar e colectar provas suficientes para definir a natureza de um caso de ciber-segurança. Não se pode denegrir os outros com hipóteses infundadas”, disse.A China apoia firmemente a ciber-seguridade e opõe-se resolutamente e luta contra os ciber ataques de qualquer natureza, acrescentou hua, que assinalou que a China advoga que a comunidade internacional deve unir-se para lidar com as ameaças de ciber-segurança através do diálogo e cooperação com base no respeito mútuo, igualdade e benefício recíproco. “Acusações inconsequentes, pressões e sanções só aumentarão a tensão e a confrontação no ciber-espaço e envenenarão a atmosfera de cooperação”, completou a porta-voz chinesa.

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