PR reafirma esforços para auto-suficiência na produção de combustíveis

O Presidente da República, João Lourenço, reafirmou nesta quinta-feira o interesse de tornar a indústria petrolífera angolana, cada vez mais, competitiva e auto-suficiente na produção de lubrificantes e combustíveis. João Lourenço intervinha na cerimónia de empossamento do novo secretário de Estado para os Petróleos, José Alexandre Barroso, e do novo Conselho de Administração da Agência Nacional de Petróleo e Gás, presidido por Paulino Fernando de Carvalho Jerónimo.
Para o Presidente da República, “se é verdade que todos, nós, estamos empenhados na diversificação da economia angolana que se tornou, já, um imperativo para a nossa própria sobrevivência, não é menos verdade que o sector petrolífero continua a ter uma importância crucial para a economia nacional”.
Adiantou terem sido, nos últimos meses, tomadas medidas para tornar o sector cada vez mais forte, destacando, entre elas, a retomada do projecto de construção da “grande” refinaria do Lobito, da construção de uma nova em Cabinda, por via do concurso público, e a ampliação da de Luanda.
Informou que se pretende, a partir de 2021, quadruplicar a actual capacidade de produção da refinaria de Luanda, embora antiga, “pode servir para reduzir a dependência, em termos de produtos refinados”.
Justificou, como sendo de grande alcance, a aprovação da lei que vai criar o ambiente para que Angola seja, não só um grande produtor de crude, mas também de gás natural.
Disse que a referida lei incentiva as operadoras a concorrerem para a prospecção e exploração das grandes reservas de gás que o país detém.
O Presidente João Lourenço reportou-se, ainda, à aprovação da estratégia de licitação de blocos petrolíferos, para o período 2019-2025, em offshore e onshore.
Acrescentou que a criação da Agência Nacional de Petróleo e Gás se impunha há bastante tempo, por ser prática internacional, a existência de empresas dedicadas à produção do crude, do gás e seus derivados, bem como uma agência com papel de concessionária nacional, responsabilidade anteriormente assumida pela Sonangol.
Fazem ainda parte do Conselho de Administração da Agência, Belarmino Emílio Chitangueleca, César Paxi Pedro, Natacha Alexandre Tavares Ferreira Monteiro Massano e Gerson Henda Baptista Afonso dos Santos, quadros maioritariamente do sector, que deram prova da sua competência ao longo dos anos, segundo o Presidente da República.

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