Samakuva reitera que abandona a liderança da unita em Dezembro

O presidente da uNITA, Isaías Samakuva, reafirmou a vontade de deixar a liderança do partido que dirige em dezembro deste ano, após a realização do Congresso extraordinário

Em entrevista à Radio Mais (do Grupo Media Nova), em Luanda, aquele dirigente não adiantou nomes de prováveis candidatos para lhe suceder na liderança desta força política, embora tenha admitido existir muitos com capacidades de liderança. “Se o fizer, na minha condição de presidente do partido, desencadearei um processo complica do. No entanto, temos muitos nomes que podem liderar a organização”, disse inicialmente. Durante a conversa de mais de duas horas, Isaías Samakuva disse que os candidatos que pretenderão concorrer à direcção da UNITA, terão tempo suficiente para preparar as suas campanhas, visto que o Congresso será convocado quatro meses antes, como estabelecem os estatutos.

Sublinhou que o “Congresso é a altura própria para as pessoas assumirem a liderança do partido”, e uma vez que honre a sua própria palavra em não mais se candidatar, colocar-se-á fim ao ciclo de 16 anos consecutivos à frente deste partido fundado por Jonas Savimbi. Apesar de Samakuva evitar anunciar nomes nesta entrevista, para lhe suceder, em círculos mais restritos do partido, fala-se de alguns membros que manifestam interesse em ocupar o seu lugar. Trata-se de Adalberto Costa Júnior, Abílio Camalata Numa, Lukamba Paulo Gato e Rafael Massanga Savimbi, este último apontado como estando a ser projectado por si, em detrimento dos primeiros dois nomes.

Cruzada contra a corrupção

Nesta entrevista, a primeira que o líder da UNITA concede a um órgão de comunicação social nacional, este ano, Isaías Samakuva reiterou que o seu partido é a favor do combate à corrupção. Sobre as críticas no seio do seu partido, em que se alega a falta de democracia interna, o líder da UNITA desqualificou tais informações argumentando que o seu partido é democrático. “Internamente há vozes que se levantam contra mim, dizendo que sou liberal demais, pois consulto os meus colegas sempre que pretendo tomar uma decisão”, explicou.

Preparada para governar

Apesar de Samakuva estar preparado para deixar a liderança da UNITA, realimentou a vontade de o seu partido algum dia governar o país, pela via democrática, cujo desiderato remonta desde a instauração do sistema democrático no país, ou seja, desde as primeiras eleições gerais de 1992. Segundo o líder da UNITA, uma vez que o seu partido ascenda ao poder, poderá proporcionar melhores condições de vida aos angolanos, tendo criticado o MPLA, partido no poder, de fazer pouco para o país. “ Os outros já estão há 40 anos e já vimos que não conseguem, então vamos dar o benefício de dúvida à UNITA”, desafiou o entrevistado.

Pacote legislativo autárquicos

Sobre o Pacote Legislativo Autárquico, que dará suporte às eleições autárquicas do próximo ano, disse que a UNITA concluiu a feitura de uma proposta designada “Carta para Autonomia Local”, na qual se destaca o gradualismo.

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