IGAE demarca-se de informações sobre “irregularidades” na AGT

A Inspecção Geral da Administração do Estado (IGAE) demarcou-se ontem das informações, divulgadas Quarta-feira na imprensa e nas redes sociais, sobre a detecção de pagamentos de vários milhões de dólares no estrangeiro, em contas privadas, feitos por dirigentes e gestores da Administração Geral Tributária (AGT)

Em comunicado de imprensa, a IGAE confirma ter realizado uma acção inspectiva à Administração Geral Tributária, um trabalho que ainda não produziu resultado, por estar ainda em fase de “análise e avaliação de toda a informação recolhida, visando a elaboração de um Relatório sobre os factos que forem apurados”. A nota da IGAE, citada pela Angop nesta Quinta-feira, é uma reacção a um texto divulgado na edição de Quarta-feira (12) do Jornal de Angola (JA) e retomado por vários órgãos de comunicação social.

Com o título “Inspecção à AGT detecta pagamentos milionários no estrangeiro”, o texto refere que durante o trabalho da IGAE na AGT, “os inspectores descobriram fraudes de ordem financeira de muitos gestores e dirigentes, cometidas através de contratos milionários, cujos pagamentos são efectuados no exterior, principalmente Portugal, em contas privadas”. “Sinais claros de enriquecimento ilícito de funcionários daquela instituição (AGT) do Ministério das Finanças chamaram a atenção dos inspectores”, refere o texto do JA que cita fontes da Administração Geral Tributária.

AGT confirma inspecções, mas nega ilegalidades

O presidente do Conselho de Administração da AGT, Sílvio Burity, confirmou ter havido auditorias da IGAE durante o mês de Janeiro, mas negou a existência de casos de corrupção, nepotismo, má gestão ou peculato na instituição, segundo o mesmo periódico. Para Sílvio Burity, não se justifica o pagamento no exterior quando o trabalho foi efectuado em Angola e existem instituições financeiras e bancárias no país onde as transacções devem ser feitas.

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