Bienal de Luanda avaliada por membros da comissão multi-sectorial

Aspectos relacionados com o programa do evento e o balanço das acções levadas a cabo mereceram, numa reunião presidida pela ministra da Cultura, nesta Sextafeira, em Luanda, a atenção dos membros da Comissão Multi-sectorial, encarregada de preparar a Bienal de Luanda, na qual se insere o Fórum Pan-Africano para a Cultura de Paz em África

Na voz da coordenadora nacional, Alexandra Aparício, os membros da comissão, nomeadamente o ministro das Telecomunicações e Tecnologias de Informação, José Carvalho da Rocha, o director do Gabinete de Quadros do Presidente da República, Edson Barreto, o secretário de Estado do Ensino Superior, Eugénio Silva, e o embaixador de Angola na UNESCO, Sita José, receberam informações sobre o nível de preparação do evento a vir a público entre 18 e 22 de Setembro.

Alexandra Aparício mencionou o facto de o evento poder contar com a participação de mais países, além dos 12 definidos pela UNESCO, em função do interesse que ele despertou na comunidade africana e mundial durante a sua apresentação na recente cimeira da União Africana. Segundo a responsável, foi criado um grupo tripartido entre Angola/ União Africana e UNESCO, com tarefas específicas para a promoção e captação de apoios para a concretização do evento. Relativamente ao projecto de formação doutoral nas mais diversas áreas, adiantou que estão a ser desenvolvidas acções destinadas a permitir que os quadros angolanos possam beneficiar das bolsas de estudo disponibilizadas pela UNESCO no âmbito da cooperação existente.

Recentemente, em Addis Abeba (Etiópia), durante a 32ª cimeira da UA, a ministra da Cultura, Carolina Cerqueira, pediu o apoio dos países membros para que se unam ao projecto Bienal de Luanda, fórum que poderá promover a imagem de África no mundo e a sua contribuição para a paz mundial, amizade e fraternidade entre os povos. Numa co-organização do Governo angolano, e da Organização das Nações Unidas para a Ciência, Educação e Cultura (UNESCO), o evento pretende envolver os países africanos numa corrente destinada à promoção de uma cultura de paz. Com a Bienal de Luanda, Angola quer promover também a harmonia e irmandade entre os povos através de actividades e manifestações culturais e cívicas, com a integração das elites africanas e representantes da sociedade civil, autoridades tradicionais e religiosas, assim como intelectuais, artistas e desportistas. Em cinco dias de actividade, segundo o especialista da UNESCO, Luanda será transformada num espaço de intercâmbio e de promoção da Cultura africana, envolvendo individualidades ligadas às artes, política, sociedade, entre outros.

A bienal visa ainda a criação de um movimento africano que, possa disseminar a importância da cultura de paz, tendo em conta o desenvolvimento e afirmação dos países africanos em vários domínios, particularmente na defesa dos direitos humanos e das minorias, assim como o combate à corrupção. O programa do evento incluirá discussões em torno do papel da juventude no combate à corrupção e protecção da mulher contra a violência doméstica, a resolução de conflitos, bem como os desafios para o reforço do diálogo e da amizade entre os povos. A realização em Angola prova a vontade política do governo em estabelecer uma cooperação cada vez mais estreita com a Unesco tendo em a promoção de uma verdadeira cultura de paz em África e representa o reconhecimento do exemplo de Angola no fortalecimento da Paz e da reconciliação nacional.

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